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Nº 5732
Opinião

Um novo olhar em 2006

| JOSÉ MEDEIROS * O que o ano-novo trará de novidade? Não no mundo da economia e dos negócios, pois estes, como dizem os teóricos, obedecem à mão invisível do mercado! Mas o que pode e deve mudar em cada um de nós? A chegada de um novo ano sempre traz c

Por | Edição do dia 04/01/2006 - Matéria atualizada em 04/01/2006 às 00h00

| JOSÉ MEDEIROS * O que o ano-novo trará de novidade? Não no mundo da economia e dos negócios, pois estes, como dizem os teóricos, obedecem à mão invisível do mercado! Mas o que pode e deve mudar em cada um de nós? A chegada de um novo ano sempre traz consigo uma conotação de recomeço. É tempo de deixar para trás as coisas que não fizeram bem a nós e aos outros e acreditar que o futuro pode ser melhor. No entanto, de nada adianta aquelas promessas de mudanças radicais se o nosso olhar para o mundo e para o outro não for renovado. É preciso um novo olhar! Um olhar que consiga não somente se interessar pela mais nova tecnologia, mas que também se emocione com os encantos da natureza. Um olhar que, de tão renovado, compreenda o porquê, na língua dos Guaraós (do livro Memórias do Fogo), os amigos são chamados de “meu outro coração”. 2006 poderá ser maravilhoso e depende, em parte, de como vamos olhar a vida. Se vamos querer enxergar no próximo o esforço de acertar e de fazer melhor, ou apenas despejar a crítica pela crítica. Se pudermos ver, no amigo, nosso outro coração batendo, bombeando vida, então teremos conquistado um novo olhar. Uma das primeiras lições da astrofísica diz que “o que não se encontra aqui em baixo não se encontra em lugar nenhum”. Os astrofísicos vêem o céu nas coisas, enquanto a maioria de nós vê as respostas no céu. Se fizermos uma breve interpretação dessa lição, concluiremos que temos que fazer existir aqui, o que alguns pretendem somente encontrar em outras dimensões, ou seja, o respeito pela vida, em todas as suas formas, e a paz tão necessária. Um ano-novo merece um novo olhar! Um olhar que reconheça limitações e potencialidades, que entenda que a contradição no ser humano é explicada pela sua maravilhosa complexidade e por isso mesmo deve-se sempre buscar uma nova forma mais humana de olhar. Um olhar que, de tão novo, esteja aprendendo sempre a admirar, a amar e a compreender. Vale repetir: “Que Deus não permita que possamos perder o otimismo, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre...”. A você, amigo leitor, só posso desejar uma coisa em 2006: Feliz Novo Olhar! (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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