Opinião
X�, aftosa - Editorial
Alagoas sempre se orgulhou de seu rebanho bovino. Nos últimos anos, esse juízo de valor tem sido corroborado por vários prêmios nacionais conquistados por criadores alagoanos, mas a realidade tem sido mais dura e pairava, sobre o plantel alagoano, a sombra da desconfiança, provocada pela inclusão do Estado na ?área de risco desconhecido? no panorama nacional de controle da febre aftosa. Coforme noticiado, qualquer suspeita sobre a ocorrência de febre aftosa tem terríveis efeitos sobre as prováveis áreas de risco. Quem prestou alguma atenção à mídia, no apagar das luzes do ano passado, percebeu que o foco acendeu-se sobre o centro-oeste brasileiro e a carne produzida em nosso País começou a ser barrada no cobiçado mercado do chamado primeiro mundo. Nas regiões onde fica evidenciada a manifestação da doença, ou mesmo seu risco, os prejuízos têm sido enormes, com sacrifício de rebanhos inteiros e a perda de toneladas de carne. Entre as conseqüências nefastas da notícia da aftosa sobre a saúde econômica de regiões sob suspeita da doença, está o desemprego, a falência de empresas ? o desastre, enfim. Para fazer jus ao orgulho alagoano sobre seu rebanho bovino, são necessários o atendimento das exigências das normas de segurança animal (referências internacionais), investimentos permanentes e decisão política. Nesse cenário, a criação da Agência de Defesa Agropecuária é um bom sinal, um bom começo. Muito temos pela frente, pois o mercado global é absolutamente imune a decisões burocráticas e não basta criar uma agência para atender a letra da lei, é necessária a adoção de políticas objetivas, transparentes, e a conquista de resultados concretos (comprovação da extenção e eficiência da vacinação, por exemplo). Enfim, começamos. Um passo importante, mas um longo caminho se descortina à frente dos pecuaristas alagoanos.