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Retrospectiva e previs�es

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| Luiz Barroso Filho * A retrospectiva dos principais acontecimentos registrados no Brasil e no mundo, publicada na virada do ano, é praxe dos órgãos de comunicação, assim como é costume a divulgação das previsões feitas pelos místicos, esotéricos e futurólogos, sobre o que poderá acontecer no ano-novo. Enquanto o retrospecto da mídia - que não deve ser desprezado como fonte de pesquisa ? estimula a reflexão para encontrarmos fórmulas de tentar evitar a repetição de fatos que causem danos à população e à vida do País, o trabalho dos cartomantes, astrólogos e babalorixás, geralmente procura focalizar fenômenos ainda desconhecidos e, embora esteja situado no campo das suposições, às vezes, revela o óbvio, quando se refere, por exemplo, à morte de pessoas famosas ou a atentados terroristas, porque são fatos que independem do prognóstico das cartas de tarô, dos orixás, dos astros e dos magos com suas bolas de cristal, e podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento. Diferentemente dos fatos jornalísticos pretéritos, que confirmam a existência de problemas graves a serem resolvidos, o exercício de futurologia, da maneira como é apresentado e pelo seu caráter subjetivo, apenas alimenta a esperança dos mais crédulos. Logo, para vislumbrarmos um futuro melhor, é preciso que as lições do passado sejam aproveitadas no presente, pois, conforme ensina o escritor norte-americano Robert Collier, ?somos criadores, e podemos fabricar hoje o mundo no qual viveremos amanhã.? Nesse sentido, o ano de 2006, para os brasileiros, chega oferecendo uma oportunidade de mudanças importantes, com as eleições gerais em outubro. No entanto, em face do momento de crise política e social que o Brasil está atravessando, é improvável que 2006 seja de grandes realizações, justamente por ser um ano eleitoral, no qual a classe política estará envolvida em campanha e as questões de interesse coletivo estarão em segundo plano. Por isso, independentemente das previsões, devemos participar do processo de modificação do quadro político conscientes do nosso papel na sociedade de que a solução dos problemas do País também depende das nossas ações. Desse modo, preferimos acreditar que os futuros dirigentes, além dos novos parlamentares, sejam pessoas honestas e competentes, realmente comprometidas com o Brasil e com o povo, para que, a partir de 2007, possamos observar mais geração de emprego, melhorias na qualidade do ensino público, melhor atendimento e mais eficiência do Serviço Único de Saúde. (*) É advogado e membro da Academia Maceioense de Letras.

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