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Nº 5733
Opinião

M�os ao alto! - Editorial

Alagoas passa por um momento delicado na área de segurança pública. De nada adianta ter consciência de que essa tragédia aflige nossa sociedade há tempos que se perdem de vista. Formulações do tipo “sempre existiram bandidos” nada resolvem, assim como de

Por | Edição do dia 17/01/2006 - Matéria atualizada em 17/01/2006 às 00h00

Alagoas passa por um momento delicado na área de segurança pública. De nada adianta ter consciência de que essa tragédia aflige nossa sociedade há tempos que se perdem de vista. Formulações do tipo “sempre existiram bandidos” nada resolvem, assim como de nada serve supor que “nunca houve tanta violência” – ambas são formulações ocas, desmerecendo serem ouvidas, no caso de serem pronunciadas. Antes de se cair na miopia do tipo polêmica oposição versus situação, devemos nos unir – enquanto integrantes de uma comunidade cidadã e responsável – para exigir soluções práticas e urgentes. Uma das coisas que chama a atenção é a necessidade aparente de mais efetivos policiais. Basta observarmos a quase simultânea ocorrência de ações criminosas e violentas no Litoral Norte, Litoral Sul e região das lagoas, além do uso de um túnel para assalto em Arapiraca (apenas considerando os principais acontecimentos dos últimos três dias). Como fazer frente a toda essa avalanche de banditismo com o atual efetivo? Segundo autoridades da Polícia Militar, apenas naquela instituição faltam cerca de sete mil integrantes para o efetivo alcançar um número considerado razoável para um estado com a população de Alagoas. A polícia civil também tem sua pauta de reivindicações. Isso para falarmos apenas em policiais necessários para os trabalhos cotidianos da segurança pública em nosso Estado. Outro ponto igualmente vital é a política de defesa social (tema para outro editorial e para muito debate). A questão principal, de simples compreensão, é de que a escalada de banditismo tem de ser contida o quanto antes, pois no ritmo que as coisas estão indo, o risco é se perder completamente o controle da situação (como acontece em grandes centros como o Rio de Janeiro), com as polícias acossadas numa situação defensiva e amplamente desfavorável.

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