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Opera��o tapa-buraco

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| Vinicius Maia Nobre * O governo federal iniciou com muito alarde uma operação bastante conhecida por todos nós e principalmente pelos que se dedicam à pavimentação de rodovias e ruas. É a chamada operação tapa-buraco. Tecnicamente destina-se a obturar uma falha ocorrida no revestimento de uma via que, em sua maioria, é constituído de material betuminoso. Essa falha popularmente denominada de buraco ocorre por deficiência no dimensionamento do pavimento, envelhecimento, desgaste natural do revestimento quando do aumento do fluxo de trânsito ou mesmo por causa acidental. Quando a falha aparece, se o órgão responsável logo a repara no período previsto na manutenção, não causa perdas materiais substanciais nem tão pouco é prejudicado o escoamento de veículos. Poderia se fazer uma analogia do tapa-buraco com a obturação de dente. O profissional da odontologia, ao obturar uma cárie, remove totalmente a parte afetada com a temida broca e somente coloca o material adequado quando a superfície está completamente preparada, limpa e seca. Assim também deve ser executada a obturação num pavimento danificado. São buracos isolados e nunca na quantidade que se denota em estradas brasileiras. Não adianta afirmar que foram os governos anteriores que nada fizeram porque quem assume deve saber previamente o que fazer e se programar. As rodovias mais danificadas pelo que consta dos noticiários são as do sudeste e sul do Brasil, ora enfrentando muitas chuvas. É impraticável que seus reparos saiam a contento. Economiza-se tanto para os superávits primários, pagamos as dívidas para com os organismos internacionais e a custas do sacrifício do nosso povo em sua saúde, educação, segurança e tantas outras necessidades básicas que não temos, se lança a uma campanha antecipadamente fadada ao insucesso ou de curta duração segundo o próprio ministro dos Transportes! Sabe-se que os custos da tal operação estão orçados em cerca de meio bilhão de reais e que os reparos nas envelhecidas rodovias federais em moldes duradouros e eficazes seriam da ordem de dois bilhões de reais todos os anos em manutenção programada, custos estes normais em face da quilometragem atualmente pavimentada. A manutenção programada deve servir de exemplo a todos os administradores e não à eleitoreira servindo apenas aos interesses de possíveis candidatos à reeleição. Os serviços iniciarão em Natal e irão até a divisa com Alagoas, ponto final da duplicação. Está na hora de reclamarmos o desprezo para com a nossa terra. (*) É engenheiro ([email protected])

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