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Nº 5731
Opinião

Sem defesa - Editorial

Não poderia ser mais emblemático: o presidente do Poder Judiciário, malgrado sua segurança pessoal oficial, foi assaltado, tornado refém em sua própria casa por um dos incontáveis bandos de meliantes que infestam o atual cenário alagoano. O episódio culm

Por | Edição do dia 26/01/2006 - Matéria atualizada em 26/01/2006 às 00h00

Não poderia ser mais emblemático: o presidente do Poder Judiciário, malgrado sua segurança pessoal oficial, foi assaltado, tornado refém em sua própria casa por um dos incontáveis bandos de meliantes que infestam o atual cenário alagoano. O episódio culmina uma seqüência de ocorrências criminosas que têm castigado Alagoas nas semanas que se passaram. Ao fim da tarde, depois de um dia de intensas polêmicas, o governo estadual respondeu com mudanças na cúpula da segurança. Decisão acertada, pois sinaliza para o aflito público a disposição governamental de implementar mudanças efetivas na área. Essa é, em essência, o fulcro da questão: são necessárias mudanças efetivas na política de segurança pública em Alagoas. A questão não se encerra, portanto, com troca de nomes em postos de comando. A realidade da insegurança pública em Alagoas deve ser abordada através de avaliações objetivas como as feitas, ontem, pelo Procurador Geral de Justiça, que chegou a levantar as hipóteses de ação planejada contra um presidente de poder constituído e de intervenção federal na área de segurança estadual. “A segurança pública em Alagoas está desmoralizada” foi uma das falas mais contundentes dentre as proferidas pelo Procurador Geral de Justiça, que chegou a aventar a possibilidade de participação de “gente do sistema” na ação criminosa. São para avaliações dessa natureza que a cidadania exige respostas igualmente fortes e esclarecedoras. Com os estragos à mesa, o governo se sente na pressão para apresentar respostas rápidas e convincentes. Cambiar, ou não, nomes em postos de confiança não pode ser entendido como solução, no máximo pode ser visto como demonstração da vontade de mudar – daqui em diante, vem o que interessa de verdade: que mudanças serão implementadas?

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