Opinião
Preservar para n�o faltar
| Carlos Figueiredo * Maceió, cidade litorânea, com clima do tipo AS? Tropical Chuvoso, de acordo com a classificação de Koppen. A temperatura média de 25°C a 31°C. Inicialmente, o Sistema de Abastecimento de Água era atendido pelo Rio Catolé, que foi implantado na década de 40, sendo ampliado na década de 90, pelo riacho Aviação, recentemente em 2004, pelo Rio Pratagy, só mananciais de superfícies. Na década de 70, pesquisas realizadas pela firma Acqua-Plan e complementadas pela Ufal indicaram que em Maceió existia um grande potencial de águas subterrâneas de excelente qualidade na Bacia de Alagoas, na região de Maceió. A partir desses estudos, foram iniciados pela Casal, a perfuração de poços profundos, através de firmas especializadas, técnicos capacitados e de técnicas de acordo a Associação Brasileira de Normas Técnicos ABNT, nas áreas do Reginaldo, Bebedouro, Praça Gonçalves Ledo, no Farol, e Tabuleiro do Martins, para complementar a produção do Sistema de Abastecimento de Água de Maceió, para atender as populações, crescimento dos bairros com verticalidade, expansão imobiliária, conjuntos habitacionais e implantações de fábricas. Hoje, estamos preocupados com o surgimento de empresas clandestinas, sem responsável técnico, sem técnico qualificado, sem estrutura e perfurando poços profundos (buracos), na área metropolitana de Maceió, onde já detectamos, nas áreas de bateria de poços do Reginaldo, Bebedouro, Tabuleiro e Praça Gonçalves Ledo (Farol), alto índice de teor de Ferro, teor de Cloreto, ultrapassando a faixa permitida pela Portaria nº 518 de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde. Por falta de uma fiscalização efetiva dos órgãos responsáveis que detêm o poder de liberar, autorizar e embargar, estamos preocupados com os nossos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, onde já existem áreas estudadas, identificadas por atividades agrícolas e industriais, onde a degradação encontra-se bastante elevada, com taxas acima das permitidas pela Portaria nº 518 de 25 de março de 2004 do Ministério da Saúde. Para que possamos garantir a disponibilidade dos recursos hídricos, para atender o crescimento populacional urbano do futuro é preciso que as ONGs, a sociedade civil e as comunidades exijam, dos governos estadual e municipal, medidas institucionais, que sejam disciplinadas e fiscalizadas, para preservar a quantidade e qualidade dos recursos hídricos de superfícies e subterrâneos. (*) É eng. gerente litoral leste/Casal.