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Nº 5731
Opinião

Medo e n�meros - Editorial

Indubitavelmente, é prematura a cobrança de alterações significativas na política de segurança pública apenas 24 horas depois de substituídos 2/3 das autoridades responsáveis por este setor vital. Mas nestes dias imediatamente seguintes à alteração dos ti

Por | Edição do dia 27/01/2006 - Matéria atualizada em 27/01/2006 às 00h00

Indubitavelmente, é prematura a cobrança de alterações significativas na política de segurança pública apenas 24 horas depois de substituídos 2/3 das autoridades responsáveis por este setor vital. Mas nestes dias imediatamente seguintes à alteração dos timoneiros já é o tempo certo de se questionar quais mudanças de rota estão sendo estudadas. Necessário é insistir na questão de que nada adianta mudar nomes e manter o mesmo rumo, a mesma política. O Estado padece de uma delicada e assustadora realidade de crescimento do banditismo e de ineficiência policial nas investigações de crimes de todo o tipo, permanecendo sem respostas convincentes assassinatos como o de um dos mais conhecidos presidiários – tido como um arquivo vivo de crimes em Alagoas –, seguido do fuzilamento de uma pessoa ligada ao mesmo (igualmente envolvido em ações criminosas), assaltos vários, seqüestros (aqui, pelo menos cativeiros vazios estão sendo localizados) etc. Numa entrevista coletiva concedida pelas principais autoridades da segurança pública antes da exoneração de dois dos três entrevistados, foi dito que “o medo destrói as estatísticas”. Levando um pouco mais adiante esta formulação, pode-se ter clareza de que, efetivamente, não se pode responder com números frios e distantes o verdadeiro pavor que é sentido na pele pela maioria da população alagoana. Esse pavor, este medo demolidor de porcentagens, tem suas razões de existência, é causado por uma impunidade que insulta, que atemoriza a população e que desmoraliza os poderes constituídos. Se não forem entendidas as causas deste medo que aflige a sociedade alagoana, de nada adiantará buscare respostas e refúgios nas estatísticas – pois nas ruas, nos lares, a sociedade alagoana teme, e treme, exposta à impunidade e à crescente ousadia dos bandidos.

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