app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5730
Opinião

Cinq�enten�rio da BR-316

| Vinícius Maia Nobre * Foi num domingo como o de hoje, em 29 de janeiro de 1956, dirigindo uma caminhonete e tendo como companheiro de viagem o colega Ned Cavalcante Lima, que saímos de Maceió em direção à Palmeira dos Índios. Estava sendo entregue aos

Por | Edição do dia 29/01/2006 - Matéria atualizada em 29/01/2006 às 00h00

| Vinícius Maia Nobre * Foi num domingo como o de hoje, em 29 de janeiro de 1956, dirigindo uma caminhonete e tendo como companheiro de viagem o colega Ned Cavalcante Lima, que saímos de Maceió em direção à Palmeira dos Índios. Estava sendo entregue aos alagoanos os 137km de construção e pavimentação da Br - 316 que separavam a Capital do Estado da terra dos Chucurús. Descemos a ladeira do Catolé e por ela passamos pelo vale do Mundaú e acessamos à Chã do Pilar pela ladeira dos Gregórios. Este percurso, muitas vezes ilhado quando das chuvas dos nossos invernos, com o Mundaú tornando-se intransponível e, como bem disse certa vez o senador Arnon de Mello, na Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados, em Brasília, “Assumi o Governo do Estado no dia 31 de janeiro de 1951; em março do mesmo ano, houve uma grande chuva em Alagoas e a “cuia” – a medida conhecida no meu Estado - de farinha passou de 400 réis para dois mil réis, encarecendo de maneira bárbara a alimentação do pobre”. Com essa preocupação em atender aos mais necessitados e principalmente com a visão desenvolvimentista, iniciou-se o grande programa rodoviário do governador Arnon de Mello! E lá fomos nós, passando por Atalaia, Branca de Atalaia, Campina, Vale do Porangaba, Maribondo – antes um pequeno povoado de Anadia -, Tanque D’Arca, Belém, e daí em diante numa grande tangente, cerca de 30 km, até então o maior trecho reto pavimentado no Brasil, até chegarmos a Palmeira dos Índios! Todos nós funcionários da Comissão de Estradas de Rodagem, atual DER, estávamos orgulhosos do papel desempenhado ajudando ao nosso estado a se situar na posição de terceiro colocado em números absolutos e, em primeiro relativo à sua área em pavimentação no Brasil. A festa se deu em Palmeira e lá Arnon recebeu os aplausos do sertanejo agradecido àquele grande estadista e homem público. As dificuldades da época com a implantação de tecnologias desconhecidas para a grande maioria, onde até o asfalto era importado da Alemanha e Venezuela, a criatividade em conseguir recursos junto ao governo Getúlio Vargas, a contratação de grandes empresas, levando-nos como já afirmado, a uma posição invejável no rodoviarismo nacional, devemos reconhecer que o pioneirismo de Arnon de Mello foi marcante para a implantação de toda a infra-estrutura que atualmente possuímos. Daí, nada mais justo que o homenagearmos neste domingo, quando comemoramos o cinqüentenário daquele grande feito. Sugerimos certa vez, o batismo da rodovia Maceió-Palmeira com o nome do saudoso governador. Somos tão magnânimos em dar nomes de personalidades nascidas alhures e por que não o fazemos com quem em verdade merece? (*) é engenheiro ([email protected])

Mais matérias
desta edição