Opinião
Novo rumo? - Editorial
Alagoas foi despertada ontem com as notícias sobre a megaoperação policial que objetivou desbaratar quadrilha descrita como de grande organização e alta periculosidade e deteve (até o fechamento deste editorial) 13 pessoas. As proporções da operação oferecem à população um lenitivo a suas aflições pela trágica situação de insegurança na qual está sendo afundada. Toda a Alagoas espera, ansiosa, os resultados práticos desta primeira grande operação contra uma quadrilha tida como importante no crime organizado no Estado. Reduzir significativamente as ocorrências criminosas, pelo menos na área de atuação deste suposto bando alcançado ontem, é a primeira conseqüência ansiada pela população. O desbaratamento completo de um grande grupo criminoso, com identificação precisa de seus membros (principalmente dos líderes) e indiciamento dos envolvidos é o passo seguinte almejado pela cidadania. Merecem elogios os integrantes das polícias e da Justiça alagoana engajados neste grande esforço. Merecem elogios os dirigentes das instituições responsáveis pela segurança, assim como deve ser cumprimentado o governo do Estado. Todas essas pessoas são merecedoras dos parabéns e das cobranças para que esta guerra não seja encerrada, nem arrefecida, após esta batalha de ontem. Não cabe à cidadania consciente apenas aplaudir, nem somente criticar, mas é nosso dever a cobrança firme e vigilante. Muitas respostas ainda precisam ser dadas no campo da segurança pública. De pouco adiantará uma ação isolada, mesmo que seja de grande repercussão. A insegurança pública é uma tragédia obviamente escandalosa e de enorme gravidade e merece uma política toda especial para seu enfrentamento. Alagoas torce para que essa nova política esteja, enfim, sendo implantada no Estado.