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� de matar - Editorial

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Acompanhada pela imprensa, a ronda feita ontem pela vigilância sanitária em vários matadouros e em pontos de venda de produtos de origem animal confirmou a precariedade e inadequação desses locais e dos equipamentos de trabalho utilizados. Tais constatações não são novidade, afinal não é de hoje que a imprensa e profissionais da vigilância sanitária alertam para esse problema ? um verdadeiro lugar-comum em vários estados, inclusive em Alagoas. Desde tempos imemoriais, os matadouros têm se espalhado (por quase todos os municípios) como empreendimento popular. Apenas nas cidades de maior porte, ou em centros economicamente mais fortes (mesmo que em cidades pequenas) os matadouros têm sido objeto de investimentos de porte, equipados conforme as especificações para este mister. No mais são muito precárias as condições de sacrifício de bois, porcos, carneiros e outros animais cuja morte se destina a manter a vida dos humanos. E as condições dos pontos de venda desses produtos, em vários casos, conseguem ser ainda mais deficientes. A população corre graves riscos. Matadouros e tarimbas são, na imensa maioria dos casos, pequenos e micro empreendimentos, com seus titulares dispondo de mínimas condições financeiras e praticamente nenhuma possibilidade de caixa para custear as melhorias básicas apontadas pelas fiscalizações competentes. Daí, é simples entender o problema enunciado: temos de resolver as irregularidades no comércio popular de produtos de origem animal, mas não se pode excluir simplesmente centenas de profissionais experientes (mas que não dispõem de condições próprias para atender às normas estabelecidas). A criação de linhas de financiamento popular para esses micro-empreendedores seria uma saída para que as fiscalizações venham a ter conseqüências práticas.

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