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Emerg�ncia, uma cat�strofe

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| Mario Jucá * Entra ano e sai ano e não se resolve o problema da Emergência em Alagoas. Quem quiser provar o que falo visite (se for permitido) o caos que é a Unidade de Emergência. Uma superlotação, pacientes morrendo à míngua. Outros sendo submetidos a atos heróicos. Meu Deus, quanto descaso, que fracasso. Como se sentem os políticos alagoanos? E agora, seria uma aberração falar que não têm prestígio. Mas o foco é puramente eleitoreiro e não passa do próprio umbigo. Imaginem, caros leitores, que a Paraíba tem um hospital de Emergência e Trauma de referência, desde quando visitei há cerca de 3 anos (Hospital Humberto Lucena). Novo, equipado e com uma gestão totalmente capacitada, nada de ?marketismo?, nada de mascaramento, muito trabalho e resultados. Deveremos assistir, em breve, trocas de seis por meia dúzia, colocadas em manchetes de vitórias na mídia. Trocar parede de lugar e uma sala por outra não aumentam a capacidade física de uma área estrangulada. E reformar a título de confundir a opinião pública, já passou este tempo. O povo sabe e vai dar a resposta nas eleições de 2006. Senhores políticos, nossos representantes, Alagoas precisa de um hospital de emergência que comece e termine. Não seja trocado por Tribunal Federal. Esta ironia é para mostrar o longo e enfadonho tempo que se perpetua esta situação desesperadora. Em 2002, fui com o atual presidente do Senado, ao então ministro da saúde, o Sr. Barjas Negri, que só pensava em eleição, mas me respondeu: ?procure o gestor, mas não temos mais dinheiro disponível?, então, procurar para quê? Seu pensamento só estava ligado nas eleições. Quanto descaso, quanta vergonha, quanta frustração, volto eu de mão abanando, mãos vazias. Cidadão comum achando que poderia fazer alguma coisa, não, só com a bancada! Aprendi. Já estamos em 2006, às vésperas das eleições e o problema é o mesmo. O ministro relâmpago passará breve, na vinda à Alagoas anunciou verbas para reforma, vamos parar de brincadeira, falar sério, isto é caso de polícia. Mas nosso povo é pacífico e aguarda as eleições para fazer uma grande reforma, pensem bem! E os formadores de opinião pensem que poderão ser os próximos a precisar da Unidade de Emergência, é para lá que serão levados todos, em um primeiro momento, chamado este de hora de ouro, então junte-se a nós nesse clamor por justiça, para que alguém que se proponha a governar Alagoas assuma o compromisso de parar com reformas descabidas e construa um Hospital e Emergência digno. (*) É médico e professor da Ufal.

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