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A��o e rea��o

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| Marcos Davi Melo * Há uma lei da Física que diz que a toda ação lhe corresponderá uma reação que lhe será diretamente proporcional em força e em sentido contrário. Os físicos garantem que as suas leis são absolutas, irretocáveis e imutáveis. Pode ser, no mundo desenvolvido e civilizado, mas não no Brasil nem em Alagoas. Aqui os homens conseguem desmoralizar as próprias leis da natureza. É o que acontece com o combate à violência em nosso Estado. Pois há muito tempo que a nossa sociedade sofre com as ações da violência, que só crescem entre nós, sem que se observassem reações coletivas (polícia+Justiça) coordenadas e foi preciso que dois membros ilustres da confraria jurídica (um juiz goiano e o presidente do Tribunal de Justiça) estivessem entre as vítimas para que as reações policiais tivessem o apoio integrado da Justiça, o que as torna muito mais efetivas, como a prisão (já com os mandatos prontos) de uma quadrilha denunciada por atos criminosos hediondos como seqüestros e assassinatos. No sentido de combater rigorosamente o crime organizado, é preciso estar alerta para as repetidas denúncias do presidente da OAB, o Dr. Marcos Bernardes, que denuncia, com o alto respaldo de sua instituição, o que todos comentam em surdina: o crime organizado se multiplica em época eleitoral porque é preciso fazer caixa para bancar algumas campanhas políticas. É incompatível que os nossos pacatos políticos, alguns deles com grande representação nacional, possam conviver, ser tolerantes e lenientes com a criminalidade que ameaça a todos nós. As autoridades precisam dar uma resposta à sociedade: se existem ou não políticos que se beneficiam do crime para se elegerem e desta forma perpetuar a criminalidade organizada entre nós. A Chicago de AL Capone no máximo conseguiu eleger alguns vereadores no apurado do uísque falsificado, principal meio de faturamento daquela escória. Oportunísticamente, a Polícia Civil aproveitou mais uma vez este momento crítico para entrar em greve, o que se repete anualmente também com outras categorias do funcionalismo público e já se tornou uma agressão para o cidadão comum que depende dos seus serviços, trabalha muito para sobreviver, não tem espaço nem para pensar em greve e é muito prejudicado. Que as leis da física sejam desmoralizadas entre nós é lamentável e só nos restam apoiarmos as tardias ações coletivas de repressão à criminalidade, que têm no comando o Secretário de Defesa Social Ronaldo Santos, um homem que merece todo o apoio da sociedade. Antes tarde do que nunca. (*) É médico.

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