loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Conselhos velhos para casais jovens

Ouvir
Compartilhar

| Lysette Lyra * Fui casada por quarenta e sete anos e consegui, felizmente, manter meu marido sempre apaixonado. Para isso muito me serviram as experiências matrimoniais de minha mãe e de minha avó que, apesar dos tempos, deixaram-me a herança de sua sabedoria em conseguir conservar os companheiros, sempre presos aos seus encantos. Há uns certos detalhes na vida de casados que as jovens de hoje, na ânsia do modernismo e da independência, esquecem de observar. Afinal a estrutura sentimental dos seres é montada em certos pormenores genéticos e educacionais, adquiridos de outras gerações. Alguns conceitos são abandonados, mas a base da educação continua a mesma. É bem certo que a durabilidade dos casamentos antigos se deve, em grande parte, à renúncia a que a mulher tinha de se submeter, pois o esposo representava o seu esteio econômico e social. Envolta numa série de preconceitos que impediam sua autonomia, tudo suportava para não ficar só. A idéia de ter que enfrentar a educação dos filhos sem a ajuda financeira do consorte a apavorava. Os maridos eram bem mais prepotentes e egoístas, mas com jeito era possível conviver com eles. Muitas esposas conseguiam fazer-se necessárias e amadas, com inteligência e cuidados. Nunca perguntavam onde o cônjuge estivera quando se atrasava para o jantar; jamais iam dormir com o rosto lambuzado de cremes, nem mal arrumadas. Procuravam estar sempre cheirosas e bem vestidas para recebê-lo ao chegar do trabalho. Nunca permitiam que presenciasse seus momentos de privacidade, para não prejudicar a fantasia existente na cabeça do esposo. Banharem-se juntos não era usado, mas esse costume, muito atual, tem, até, o seu lado romântico. Para algumas era vedado ao consorte assistir ao parto, para que não a vissem numa hora crucial, descabeladas, a gemer, numa posição nada estética. Hoje, tiram-se até retratos e filmes do momento, naturalmente, como uma interessante lembrança. Há que guardar sempre uma certa cerimônia de suas intimidades para que o matrimônio não perca o encanto. Para haver felicidade, o casamento não deve sufocar nenhum dos cônjuges. Ambos têm que saber renunciar um pouco, para haver o equilíbrio necessário à vida a dois. É sábio aceitar os defeitos um do outro, desde que eles não sejam tão intoleráveis assim. Cada um deve procurar se realizar, tendo, como ponto comum, o amor, a sinceridade e o respeito. Praticar a cumplicidade e o entendimento aproxima os esposos. (*) É escritora.

Relacionadas