Opinião
A lend�ria Alcatraz
| Rubens Villar * Algumas pessoas gostam de criar cavalos, outras de jogar baralho, colecionar selos. Cada um com sua mania. A minha paixão é viajar. Sempre que posso ponho o pé no mundo. Amante de filmes de espionagem e da Segunda Guerra Mundial, Promotor Público aposentado, visitei, nestes últimos trinta anos, lugares históricos a exemplo da Praça da Paz Celestial, Pequim; A Muralha da China; Hiroxima, Japão, onde foi jogada a primeira bomba atômica; a KGB, a temível polícia secreta Russa; o FBI, Washington DC; o Cemitério Nacional de Arlington, em visita ao túmulo do Presidente Kennedy; Word Trade Center antes e depois do 11 de setembro, quando paguei três dólares para ver os escombros. É domingo, a passos largos, em companhia do meu filho André, que residia nos Estados Unidos, faço meu cooper matinal na imponente ponte Gold Gate, uma obra de arte da engenharia universal, com seu perfil elegante à prova de terremotos. Vamos ao Píer 41, em Fishermans Warf, animada, alegre, repleta de bares e restaurantes, onde embarcamos num ferry em direção a Alcatraz, uma ilha solitária no meio da Baía de São Francisco da Califórnia. No famoso presídio federal de segurança máxima, conversamos com o autor de A Verdadeira História de Alcatraz, o escritor e professor Frank Herney da Universidade da Califórnia, na ocasião em que autografava seu livro para centenas de turistas. Ele afirmava que dos mil e quinhentos prisioneiros que ali foram trancafiados, somente cinco eram realmente famosos e destacando-se como gênios do mal, Robert Stroud, o homem pássaro, Alvin Karpis, sentenciado por assassinatos em quatorze estados e Albert Capone, o famosíssimo Al Capone, capo de tutti capo, da Máfia ítalo-americana ?hospede? da cela 35, da inexpugnável e lendária prisão. Inexpugnável? Alcatraz, fuga impossível. Um clássico do cinema, estrelado pelo ator e diretor hollywoodiano Clint Eastwood, narra a história dos irmãos Clarence e Jonh Anglin e do colega Frank Morris. Acobertados pela bruma que descia sobre a Baía, fugiram num pequeno bote inflável, deixando como pista uma flor silvestre no penhasco, sinalizando a liberdade ou a morte, nas águas geladas, infestadas por tubarões, em meio às correntes perigosas do Oceano Pacífico? Jamais alguém desvendou o mistério. (*) É ex-deputado, ex-senador, ex-governador de Roraima.