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Os 140 anos da Associa��o Comercial de Macei�

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| Benedito Ramos * Duas datas de aniversários poderiam ser atribuídas a Associação Comercial de Maceió. A primeira quando o comerciante de algodão José Joaquim de Oliveira convocou parceiros de atividade para criar a quinta instituição no gênero, no país, em 22 de julho de 1866. A segunda data, a da fundação, foi caprichosamente escolhida: 7 de setembro. O fato é que o fundador, um nome desconhecido na história de Alagoas, foi capaz de marcar aquele evento com a compra da Carta de Alforria de uma menina escrava de nome Bemvinda. Mostrando que a mão de obra livre seria o fato de desenvolvimento para o Estado. Sobre ele nada mais se sabe, a não ser que tenha deixado a presidência da Associação no ano seguinte e que tenha se desentendido com alguns diretores por causa da fiscalização que Pernambuco exercia sobre o algodão alagoano. E finalmente, que morreu em 1875. Última vez que seu nome aparece no livro de Ata. A comemoração desta efemeride ainda não foi devidamente planejada pelo atual presidente Sérgio Papini de Mendonça Uchoa, mas o ano promete tanto que a Coordenadoria da Ação Cultural se antecipa com a exposição SANTOS-DUMONT E O SEU TEMPO. A mostra iconográfica que comemora os 100 anos do vôo do 14 BIS recebe a logomarca oficial da FAB, devidamente autorizada, e reúne cerca de 400 imagens, entre fotografias, cartazes, recortes e cartões postais. A pesquisa iconográfica vem sendo realizada há mais de um ano e pretende contextualizar o personagem brasileiro com a efervescência do início do século XX, através de filmes da época (como o vôo do 14 BIS), músicas e enfim o cenário do eixo Rio-São Paulo-Paris, com imagens da cidade e da Exposição Universal de 1900, Salão do Automóvel e outros acontecimentos. A mostra é direcionada a um público avaro por ciência e tecnologia: estudantes. Mas com certeza todos irão apreciar. Ela será instalada no andar térreo, no Espaço das Artes. Tem data prevista para abrir em 15 de março, próximo, e ficará até o final de outubro, quando parte das imagens irão para a exposição permanente de Tecnologia do Século XX, hoje já considerado um museu. Outra novidade, no Palácio do Comércio, será a ida da biblioteca do saudoso senador Teotônio Vilela, marcada para o início deste ano. Contando, já com o uso desse acervo, deverá ser realizada, provavelmente no segundo semestre deste ano, uma mostra sobre o Comércio no Brasil Colonial, com obras de Debret. Isto porque entre os livros estão dois volumes de gravuras em tamanho natural, feitas na França, no início do século XX. (*) é escritor ([email protected]).

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