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Pol�ticas sociais: o caminho da integra��o

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| Patrus Ananias * Em 2005, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome cumpriu um orçamento de mais de R$ 16 bilhões, destinado exclusivamente a políticas de proteção e promoção das famílias pobres do País. Esse dinheiro significou benefícios para aproximadamente 55 milhões de pessoas. Para 2006, há previsão de R$ 21,2 bilhões destinados à pasta. Em Alagoas, investimos R$ 443,4 milhões, atendendo 2,2 milhões de pessoas. Tendo em vista o tamanho de nossa dívida social, penso que esse orçamento deve ser analisado como um investimento. São políticas que se tornam importantes instrumentos para garantir desenvolvimento, e recursos que entram nas economias dos municípios, criando consumidores e postos de trabalho, movimentando o comércio e incentivando o cooperativismo e o desenvolvimento regional. Outro aspecto importante é a percepção do governo Lula de que o problema da fome e da pobreza é estrutural e pede um tratamento estratégico. Essa mudança de paradigma nos levou a implementar a transversalidade das políticas sociais, que será a tônica da nossa política em 2006. O Bolsa-família, carro-chefe do Fome Zero, articula em torno de si um conjunto de ações com a perspectiva de acabar com a fome e enfrentar a questão da miséria. Encerramos 2005 acolhendo 8,7 milhões de lares, 77% do público alvo. Em Alagoas, 73% ( 253,7 mil) das famílias pobres são atendidas. Avançamos também na implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que acaba com ações isoladas de governos e estabelece metas conjuntas para todos os entes federados. Em sintonia com o Bolsa-família, várias ações são desenvolvidas, tanto pelo governo federal, quanto por meio de parcerias. Um exemplo é o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que compra, em Alagoas, a produção diretamente de mais de 3.600 pequenos agricultores. Todos os programas do governo incidem diretamente sobre os núcleos familiares. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, garante hoje um salário mínimo a 48 mil idosos e pessoas com deficiência em Alagoas. Temos consciência de que ainda há no Brasil uma grande desigualdade social. Mas as pesquisas mostram que esse distanciamento vem sendo vigorosamente reduzido durante o governo Lula. E uma sociedade justa traz mais benefícios e segurança para todos. Juntos, estamos vencendo a fome, a miséria e a pobreza. (*) É ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

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