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A esperan�a

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| Gilberto de Macedo * Cheia de dificuldades é a vida, hoje em dia. Existem as limitações naturais para se adaptar ao meio ambiente. O espaço para se adaptar exige muito do indivíduo. Mais difícil que isto dá-se no âmbito da sociedade. Nesta, a má organização trazida pelo materialismo econômico estabelece mais obstáculos ao ajustamento pessoal. Assim, instalou-se a competição desenfreada, exaltando o egoísmo ambicioso; e, daí, os conflitos interpessoais, a agressividade e a violência. Tornou-se impossível a espontânea convivência humana e a ordem social. Assim, há de se buscar medidas protetoras na esfera pessoal, enquanto não se realizam as desejadas soluções sociais. Estabelecem na mente um mecanismo de defesa, capaz de superar os maus estímulos externos. Criar dentro de si autoconfiança que permita alegria e entusiasmo para se sobrepor ao desespero originado da sociedade. É a esperança! Essa forma de imaginação auspiciosa, agradável, confiante. Dá ânimo e alegria à vida. Esperança que é a convicção na realização do desejo e dos ideais. É a confiança na concretização dos projetos de vida. Daí a frase de André Malraux, em seu brilhante livro Os Conquistadores, quando se expressa: ?A esperança do homem é a sua razão de viver e de morrer.? Sim, porque a esperança é essa energia íntima e incansável que não se deixa abater pelas dificuldades que se antepõem no curso da existência. Desse modo, influi decisivamente na modelagem do destino. E da vez de empolgado, coelho neto dito ?Esperança! Doce palavra feita de bruma efêmera que o clarão do ideal enche de íris maravilhosos. Isso porque a esperança permite à vida esse sentimento de encanto possibilitado pelo que desejamos. Eis que nos mantém confiante na realização do que almejamos, indubitáveis e firmes no caminho progressivo do destino voltado para o objetivo decidido. Para isso é que devemos manter e cultivar a esperança definida para a realização existencial, dando-nos força para superar aqueles bloqueios impostos desde fora. Donde o esclarecimento de Thomas Mann, em seu célebre livro ?os buddenbrook?, nos seguintes termos: ?As estrelas não chegamos a cobiça-las, mas a esperança oh a esperança, tem sido a melhor coisa na vida.? É que tende a propriciar felicidade acompanhada de forças e habilidade para vencer as dificuldades existenciais, solucionando os problemas que acontecem. Daí que o experiente Walter Chrysler tenha podido afirmar: ? Para quem conserva a esperança, nada lhe parece impossível.? (*) É médico.

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