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Nº 5712
Opinião

Desafios da Educa��o

Os secretários de Educação de municípios de todo o País estiveram discutindo, durante três dias, em Brasília, as carências no setor. Todas elas resultantes da falta de efetivas políticas públicas para combater o analfabetismo e tratar da melhoria do ensin

Por | Edição do dia 19/05/2002 - Matéria atualizada em 19/05/2002 às 00h00

Os secretários de Educação de municípios de todo o País estiveram discutindo, durante três dias, em Brasília, as carências no setor. Todas elas resultantes da falta de efetivas políticas públicas para combater o analfabetismo e tratar da melhoria do ensino. As discussões ocorreram no Fórum Nacional Extraordinário da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), encerrado na sexta-feira. E já devem servir como sugestões aos projetos dos nossos futuros governantes e legisladores que serão eleitos este ano. Consta de uma matéria produzida pela Radiobras, que os principais problemas apresentados no evento foram relacionados ao repasse de recursos para a execução dos programas educacionais do governo. Para o presidente regional da Undime, o maior deles é a necessidade de diminuir a intervenção governamental para conseguir corrigir as disparidades entre as regiões. Houve quem destacasse como  principais motivos de queixas o  projeto de lei do transporte escolar e o Programa Bolsa-Escola. Foi o caso da presidenta da entidade no Rio Grande do Sul, Jane Aline Kühn, que afirmou: “Os municípos devem arcar com os custos do transporte dos alunos mais carentes, que moram nas periferias e no interior do Estado e estudam nas escolas municipais”. A maior quantidade de reclamações terminou sendo sobre a defasagem dos valores repassados aos municípios pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Todas essas questões não poderiam mesmo deixar de ser discutidas em reuniões importantes como esta em Brasília. E elas são algumas entre inúmeras que devem ser debatidas até serem colocadas em prática as fórmulas mais adequadas para a eliminação das deficiências crônicas do setor. Sem esquecer que os esforços neste sentido serão insuficientes enquanto a efetiva valorização dos trabalhadores da Educação não for incluída no rol das prioridades dos governantes. E sem o  combate à má utilização dos recursos públicos, a exemplo do que  vem acontecendo em vários Estados, com as verbas do Fundef e do Programa de Merenda Escolar.

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