Opinião
Estradas ferventes - Editorial
Polêmicas à parte sobre como deve ser o carnaval em Maceió (estilos musicais, dias de folia, etc.), uma questão tem tudo para ser unanimidade: esses dias momescos comprovam o absurdo estrangulamento das duas principais vias de ligação da capital alagoana com nosso esplendoroso litoral ? seja ao Norte, seja ao Sul. Na terça-feira, carros de turistas vagavam pelas ruas de Maceió em busca de informações de como poderiam fugir do engarrafamento gigantesco que estava a bloquear o trânsito no sentido Maceió?Barra de São Miguel. Não conseguiam entender que a única opção seria afastarem-se da orla por quilômetros e quilômetros, fazendo uma curva pelo Tabuleiro do Martins e pela BR-101, via Satuba, Pilar, etc. Uma dessas famílias perdidas no trânsito resolveu seguir caminho longe da orla, até a ponte em Porto Real do Colégio e de lá regressar de vez a Aracaju. O problema é de solução tão simples quanto estratégica: duplicar as pistas de ligação entre Maceió e os litorais Norte e Sul. Estamos diante de projetos exeqüíveis, tecnicamente elementares e plenamente possíveis de inclusão nas agendas de realizações dos governos federal e estadual. Do ponto de vista nacional, essa duplicação completa seria um marco decisivo na integração dos principais pontos turísticos nordestinos entre Salvador e Recife. Para Alagoas, mesmo que o segmento Sul ficasse temporariamente incompleto, a duplicação do trecho Maceió?Barra de São Miguel representaria um gigantesco salto de qualidade nas oportunidades do potencial turístico daquela área privilegiada. Por outro lado, a duplicação Maceió?Maragogi poderia ter um trecho essencial, da capital até Paripueira, duplicado num primeiro momento. Não sendo possível tudo de uma vez, esses dois segmentos ao Norte e ao Sul seriam um alento e tanto. Ficar como está é que é pura estupidez.