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Nº 5731
Opinião

Educa��o

| Humberto Martins * É sabido e ressabido que o único caminho para o Brasil ingressar num período definitivo de estabilidade econômica e social é dotar a população de um nível de educação melhor. Atualmente, parte dos brasileiros tem dificuldades para ac

Por | Edição do dia 01/03/2006 - Matéria atualizada em 01/03/2006 às 00h00

| Humberto Martins * É sabido e ressabido que o único caminho para o Brasil ingressar num período definitivo de estabilidade econômica e social é dotar a população de um nível de educação melhor. Atualmente, parte dos brasileiros tem dificuldades para acessar à educação e mesmo aqueles que freqüentam os bancos escolares recebem uma formação superficial e precária. O governo federal acaba de dar um passo importante na direção de um sistema de ensino mais eficiente, estabelecendo a matrícula de crianças de seis anos no ensino fundamental regular, um ano antes do que atualmente ocorre. Os obstáculos de ordem familiar e na própria estrutura de ensino induziram o Ministério da Educação a fixar um prazo de cinco anos para implantação da nova norma. Doze estados já adotaram a inovação, demonstrando os desníveis sociais entre as diversas regiões. O que se pretende é que, de agora em diante, em todos os estados e não mais em alguns, as crianças comecem a freqüentar a escola a partir dos seis anos. Dependendo dos meios disponíveis em estados e municípios, sem caráter obrigatório, os denominados jardins-de-infância poderão acolher meninos e meninas desde os quatro ou cinco anos de idade. Algumas lideranças sindicais denunciam que a iniciativa de alguns estados em antecipar a matrícula para os seis anos de idade esconde o propósito de receber mais recursos do Fundef, o que não invalida a iniciativa. A acusação não fica sem resposta, pois os responsáveis pelo ensino público ressaltam que a ampliação da rede estadual é feita com acompanhamento e debates. O aumento em um ano do período de ensino básico se refletirá positivamente na formação dos jovens brasileiros e ajudará incontáveis famílias de baixa renda a alimentar os filhos, numa nação em que a merenda escolar é um dos principais vetores que levam os pais a encaminharem a prole ao colégio. O mundo está repleto de exemplos de países que, dispondo de formidáveis fontes de recursos durante longos períodos, não investiram em educação, permanecendo através dos tempos com as mesmas limitações sociais e não se firmando como nação desenvolvida. Poder público e iniciativa privada têm que somar seus esforços para evitar que isso aconteça também ao Brasil, porque nenhum progresso material substitui a educação e cultura na estruturação de um país verdadeiramente desenvolvido. Educação é fator de crescimento e desenvolvimento, constituindo-se como prioridade essencial de qualquer governante. (*) É desembargador do TJ-Al.

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