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Nº 5732
Opinião

Quem � de esquerda?

| Conceição Freire * Apesar de todo o tipo de crítica da oposição e da mídia comandada pela elite desse País, “contra fatos não há argumentos”, em todos os dados esse governo é muito melhor que os anteriores. O emprego com carteira assinada chega a 3,5

Por | Edição do dia 03/03/2006 - Matéria atualizada em 03/03/2006 às 00h00

| Conceição Freire * Apesar de todo o tipo de crítica da oposição e da mídia comandada pela elite desse País, “contra fatos não há argumentos”, em todos os dados esse governo é muito melhor que os anteriores. O emprego com carteira assinada chega a 3,5 milhões, as exportações dobram e atingem US$ 120 bilhões de dólares e o risco país é o menor da história, caindo para 250 pontos. O problema é que eles não se conformam, pois querem a retomada de privatizações como a do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do setor elétrico e de tudo o que não tiveram tempo de privatizar anteriormente. Estão ansiosos para fazer a reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos; a retomada das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA); o estado mínimo, desvinculando a receita da união com os estados; e a mudança da política externa, cortando a proximidade com outros países como a Venezuela, por exemplo. Alguns partidos, que se acham a “verdadeira esquerda”, se juntam infelizmente com a direita e terminam ajudando nessa volta radical do neoliberalismo para o povo brasileiro, como o caso da votação para a direção da câmara no Congresso, outros se exacerbam no vocabulário, como se o radicalismo verbal fornecesse atestado de revolucionário, o que muitas vezes se reduz a um exercício verbal, servindo à direita. Isso demonstra descontrole, falta de identidade e possibilidade real de ser manipulado por outros interesses. Existe uma grande força mortal querendo derrubar o PT. Querem exterminá-lo, pois sabem que esse é o partido fundamental da esquerda brasileira, e ninguém, que se diz de esquerda, pode ter o Partido dos Trabalhadores como seu inimigo fundamental. Ser de esquerda é lutar contra a divisão, contra a guerra dentro da esquerda, é guardar o melhor de suas forças para lutar contra a direita. Esse partido tem história e a esquerda não ganharia em nada com o seu enfraquecimento, pois ele continua sendo o melhor espaço para unir as forças progressistas mais importantes. O futuro de outros setores de esquerda dependem do PT. Devemos, sim, corrigir alguns rumos, continuarmos fortes para enfrentar o neoliberalismo. Alguns esperavam milagres, mas Lula não é Deus, a união da esquerda é muito importante. Não posso deixar de citar uma frase de Fidel Castro: “Devemos ser radicais, mas nunca extremistas”, os radicais vão à raiz das coisas, os extremistas extremam uma parte da realidade, deformando-a. Por isso tudo, sou de esquerda e sou Lula de novo, sim senhor! (*) É diretora do Sindicato dos Urbanitários.

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