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Riscos econ�micos

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| Humberto Martins * A alimentação dos milhões de indivíduos que povoam nosso planeta fica mais difícil com a proliferação de doenças que atingem criatórios em todo o mundo. A mais recente delas é a gripe das aves, de controle muito difícil, pois ela é espalhada até pelos pássaros que em suas migrações percorrem milhares de quilômetros. A gripe das aves, se é a mais recente enfermidade que ataca uma das principais fontes de proteínas de consumo humano, não é entretanto a única. A aftosa causou prejuízos de US$ 250 milhões de dólares às exportações brasileiras ano passado e foi anunciado recentemente que também está grassando na Argentina. Não é possível, evidentemente, erradicar de todo as doenças que atingem os animais de criatório em todo o mundo. Era relativamente fácil bloquear os surtos localizados que ocorriam no passado, quando o intercâmbio entre as diversas nações era muito menor do que hoje. Mas se não é possível erradicá-las, pode-se adotar uma série de providências que diminuam os riscos de propagação, como por exemplo: barreiras sanitárias entre as diversas regiões produtoras; rígidos controles nas fronteiras; adoção de métodos modernos de criatório; aprofundamento das pesquisas e intercâmbio de experiências entre os diversos países. Pode-se dizer que é igualmente importante que haja uma diversificação de produção, para evitar que a atividade econômica dependa de alguns poucos itens. Esse é o maior e melhor seguro que pode ser adotado para evitar que ocorrências inesperadas criem graves dificuldades com seus desdobramentos sociais, evitando, assim, riscos econômicos. No caso brasileiro, o controle de doenças sem rebanhos e pragas na agricultura é mais importante porque nosso País encontra na exportação uma saída para o indispensável crescimento econômico. Conquistar mercados, ampliá-los e mantê-los é uma missão extremamente difícil. Os importadores que não puderam consumir carne bovina brasileira por causa do atual surto de aftosa, naturalmente já devem ter encontrado novos parceiros comerciais. E esse é apenas um exemplo do que pode ocorrer. Poder público e iniciativa privada têm de somar esforços para garantir à pecuária e à agricultura brasileira uma solidez que seja fator permanente para o crescimento da economia nacional. (*) É desembargador do TJ/AL.

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