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Nº 5730
Opinião

Gera��o de emprego

| Bernardino Souto Maior * Deseja conhecer como estamos atrasados em termo de desenvolvimento industrial? É preciso somente tomar a BR-101, visitar os outros estados vizinhos de Alagoas. Na semana passada, peguei o carro, fui até Feira de Santana conhe

Por | Edição do dia 17/03/2006 - Matéria atualizada em 17/03/2006 às 00h00

| Bernardino Souto Maior * Deseja conhecer como estamos atrasados em termo de desenvolvimento industrial? É preciso somente tomar a BR-101, visitar os outros estados vizinhos de Alagoas. Na semana passada, peguei o carro, fui até Feira de Santana conhecer o Pólo Industrial de Confecções. Obviamente, o cenário na estrada de Alagoas só tem canavial. Afinal, ainda é a nossa salvação. Embora, em período eleitoral, a classe produtora do açúcar e álcool é alvo de baixaria de um segmento político que continua batendo nessa mesma tecla. Ao entrar no Estado de Sergipe, já notamos a diferença. Tem cana, mas também tem indústria de grande e pequeno porte. A minha mente anotou no caminho as fábricas Azaléia, Café Maratá, Biscoito Mabel e tantas outras gerando emprego para aliviar as prefeituras e o próprio governo na geração de emprego. Entramos no Estado da Bahia, aí a diferença é bem maior. A Bahia do velho malcriado ACM tem indústrias por todos os lados. Ao chegar em Feira de Santana – cidade do porte de Arapiraca – o choque foi maior. Conversei com vários empresários, inclusive gente de Alagoas – a exemplo de Henrique Oliveira que colocou uma indústria pequena de química por lá. Sua esposa, alagoana de Viçosa, foi incentivada a colocar uma fábrica de confecções. Ambos somente elogios ao governo da Bahia e de Feira de Santana pelo incentivo. Ela com absoluto sucesso, com quatro anos instalada, já está expondo no mercado de São Paulo e Rio de Janeiro. Sucesso absoluto. Isso tudo deu uma inveja danada. Fiquei a perguntar: por que isso não acontece em Alagoas? Estamos aqui cheios de faculdades, gerando a cada ano um número elevado de doutores que ficam a mercer do emprego oficial. Uns conseguem, outros batem à porta e nada feito, frustrando assim o jovem. É preciso, urgentemente, que nossos governantes gerem empregos não oficial, mas fazendo pequenos pólos como faz a Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará. Não é possível esperar mais. A geração vem deixando a universidade cada vez mais frustrada. Quem tem condições, deixa Alagoas e vai vencer lá fora. Quem não tem, fica a mendigar com o anel no dedo em nossa Estado. Afinal, quando vamos abrir os olhos da nossa classe política para mostrar que a geração de emprego existe nas pequenas empresas. (*) É Jornalista.

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