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Nº 5729
Opinião

Nordeste tur�stico - Editorial

Não é de hoje que salta aos olhos de todos a vocação turística do litoral nordestino. E, a bem da verdade, vetor turístico na região encontra, longe das praias, outros nichos de atração, como as (reduzidas) áreas sobreviventes de Mata Atlântica, as feiras

Por | Edição do dia 21/03/2006 - Matéria atualizada em 21/03/2006 às 00h00

Não é de hoje que salta aos olhos de todos a vocação turística do litoral nordestino. E, a bem da verdade, vetor turístico na região encontra, longe das praias, outros nichos de atração, como as (reduzidas) áreas sobreviventes de Mata Atlântica, as feiras tradicionais como a de Caruaru (a de Arapiraca não tem potencial muito menor, peca por falta de divulgação além dos limites municipais) e até a caatinga tem seu poder de atração. Sem falar no Rio São Francisco. Não basta, porém, reconhecer essa vocação. É indispensável a organização e articulação dos muitos projetos estaduais numa espécie de planejamento estratégico, definindo prioridades regionais, em consonância com as urgências estaduais. Nesse sentido, os primeiros passos foram dados por planos interestaduais como o Costa Dourada. Mas, a caminhada iniciada, se não estancou de todo, dá a impressão de estar marcando passo, perdendo velocidade. Nos últimos anos tem crescido muito o investimento em aeroportos – coisa positiva, mas nem só de pistas de pouso se alimentam os negócios turísticos. Na verdade, o turista estrangeiro está mais interessado em atributos locais, cotidianos, como a segurança pública, a saúde, a infra-estrutura e confortabilíssimos hotéis. De que adianta todas as capitais nordestinas estarem equipadas com aeroportos moderníssimos e suntuosos se o visitante pode pegar uma dengue, ou ser assaltado no meio da rua, ou sofrer um acidente em nossas precárias estradas? Viva os aeroportos sofisticados, mas que a eles se façam acompanhar de saneamento, de segurança pública, de eficiente infra-estrutura. Viva os aeroportos luxuosos, mas precisamos também dar vivas entusiásticas para novos investimentos privados, afinal deveríamos estar nos domínios da economia de mercado, distanciados dos tempos da estatização paternalista.

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