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Nº 5735
Opinião

Marcas de uma hist�ria

| José Medeiros * Constitui parte essencial da vida humana a preservação de sua memória intelectual, sem ela tanto o presente quanto o futuro ficam comprometidos, pela falta de conhecimento das trajetórias percorridas pelas instituições e entidades. A So

Por | Edição do dia 22/03/2006 - Matéria atualizada em 22/03/2006 às 00h00

| José Medeiros * Constitui parte essencial da vida humana a preservação de sua memória intelectual, sem ela tanto o presente quanto o futuro ficam comprometidos, pela falta de conhecimento das trajetórias percorridas pelas instituições e entidades. A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Regional de Alagoas (Sobrames) é filiada à entidade nacional e foi fundada em Maceió no dia 19 de março de 1977, no Luxor Hotel (nesse edifício funciona, atualmente, o Tribunal Regional do Trabalho). Completou, na semana passada, 29 anos de existência. Em meu horizonte de tempo não parece tão distante a noite em que foi instalada essa Regional alagoana. O tempo passa tão velozmente que nós perdemos a noção da distância que nos separa de certos acontecimentos, que continuam bem vivos em nossas memórias. Permitam-me, leitores, lembrar os nomes dos médicos fundadores da Sobrames, constantes da ata de sua instalação, em 1977: Nabuco Lopes (presidente); Théo Brandão (vice-presidente); José Medeiros (secretário); Dirceu Falcão (tesoureiro); e dos médicos escritores José Maria de Melo, José Lages Filho, Gilberto de Macedo, Milton Hênio Neto de Gouveia, Djalma Breda, Hélvio Auto, José Araújo* Silva, Ismar Malta Gatto, Ùlpio Paulo de Miranda, Arthur Breda, Rostan Silvestre, José Geraldo Vergetti de Siqueira, Roseane Rodrigues e Marcondes Farias Costa. Para tristeza nossa, muitos desses fundadores já passaram para eternidade, embora se constituam em lembranças indeléveis para todos nós. Busco, nos meus arquivos, o discurso de saudação que pronunciei na noite de fundação da Sobrames, no qual tento explicar o amor que muitos médicos dedicam à arte, cultura e literatura. Talvez, uma tendência de fuga da realidade brutal de quem lida com a vida e a morte, de quem cuida de preciosas vidas humanas. Eu disse nesse discurso: “Pela arte e cultura, amenizamos a vida, através da expressão lúdica de criação literária e artística. Para os médicos, a literatura é uma nova ciência: o conhecimento da anatomia e da semântica das palavras, a histologia e a estrutura íntima dos parágrafos, as patologias e moléstias que invadem os pilares da língua portuguesa”. Em um mês, estaremos recebendo médicos-escritores de todo o País, durante o XXI Congresso Brasileiro de Médicos-Escritores, que será realizado em Maceió, e que contará, também, com a presença do presidente da Sobrames Nacional dr. Luiz Alberto Soares (RS). (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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