app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5730
Opinião

A imagina��o

| Gilberto de Macedo * Diz-se a faculdade mental que faz as imagens. Imagem é forma subjetiva dotada de sentido, significado e valores e, conforme o caso, percebida com luminosidade, colorido e beleza. Na imagem, está a concepção de vida. Nela se repres

Por | Edição do dia 29/03/2006 - Matéria atualizada em 29/03/2006 às 00h00

| Gilberto de Macedo * Diz-se a faculdade mental que faz as imagens. Imagem é forma subjetiva dotada de sentido, significado e valores e, conforme o caso, percebida com luminosidade, colorido e beleza. Na imagem, está a concepção de vida. Nela se representa a maneira como se vê a si próprio, como se percebe o mundo, como se considera a realidade. Daí sua importância na visão individual da existência no traçado do destino. Assim, a importância de imaginar que se tem várias referências. Boas e más imagens, otimistas e pessimistas, positivas e negativas. Na imaginação, está o sentido da vida. Imaginar, porém, como uma luz que se acende, sem perder contato com a realidade. Ou seria um devaneio. Manter a lógica da autocrítica é indispensável. Saber criar boas imagens ajuda a superar os obstáculo da existência. Logo a auto-imagem, aceitável, tanto a respeito do corpo, quanto aos atributos mentais, da capacidade empreendedora, da disposição afetiva, sobretudo. Evitar a auto-rejeição, que é atitude extremamente prejudicial ao ajustamento social, e outras tarefas da sobrevivência existencial. Desse modo, a imaginação é capaz de guiar os passos do destino, conforme se acredite e considere a respeito da imagem suscitada. Como diz a sabedoria do poeta Fernando Pessoa: “Nada se sabe, tudo se imagina.” É assim que o genial Einstein pode concluir: “A imaginação é mais importante que a inteligência, pois a imaginação vem antes, a inteligência depois”. Pode-se dizer que bastaria a causalidade do prazer para justificar a influência valiosa da imaginação na vida das pessoas; prazer que todos buscam no curso existencial, da sabedoria do grande filósofo Spinosa, ao dizer: “O prazer é o primeiro dos bens, é a ausência de dor no corpo e inquietação na alma”. Leva ao bem-estar no viver, e ao ânimo para dar os passos da realização pessoal. Desse modo, há de se conservar e aperfeiçoar essa arte subjetiva de imaginar, para que seja mais rica a vida e suas manifestações criativas. Imaginemos, pois, povoando a mente com belas imagens que tragam mais ânimo, alegria e felicidade. Pois não se há de ficar na passividade, mas sermos criativos, com nossas limitações. (*) É médico.

Mais matérias
desta edição