Opinião
�den encarcerado - Editorial
Com o impedimento da venda da área onde hoje está o Detran, da União para o Estado de Alagoas, permanece a indefinição sobre o futuro de uma das mais belas faixas de terra do Brasil. E está ficando difícil entender o imbróglio, pois embora a Justiça tenha vetado a transação, permite ao governo estadual a continuar fazendo planos para a área. Para complicar mais a situação, tudo indica que a construção do malfadado ?cadeião? continua. Quer dizer: o Estado não pode comprar, mas deve pagar, e aquele paraíso estaria liberado para ser uma grande cadeia? Para os leigos, o grande risco (imediato) é a instalação do tal depósito de presos, pois em função das carências e fragilidades do sistema prisional, é enorme o perigo do tal ?cadeião?, apesar de anunciado como provisório, ali ficar por um longo período. Para quem torce pelas formas mais inteligentes de uso do solo, a medida número um seria impedir a transformação do que foi a Escola de Aprendizes e Marinheiros num armazém de marginais. E a decisão número dois seria a discussão, em caráter de urgência urgentíssima, das normas para a utilização sustentável daquela nesga de paraíso. Melhor ainda seria se a opção do debate aberto tivesse como objetivo a elaboração de um plano de desenvolvimento integrado (nos campos econômico, social e ecológico) para a viabilização do grande potencial natural do Estado de Alagoas. A falta desse desenho geral dos objetivos e das metas fica claro quando, depois de décadas de reivindicação, não se tem notícia de novos e significativos investimentos privados para a área do turismo depois do advento do Aeroporto Internacional e do Centro de Convenções. Alagoas tem razão em temer que, malgrado essa polêmica toda sobre a venda da área do Detran, a estupidez do ?cadeião? siga suas obras naquele local.