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Nº 5735
Opinião

Alagoanidade: a miss�o

| Aloísio Alves * A Bahia e os baianos, entre tantas outras virtudes, têm uma invejável. O baiano é tão exagerado ao promover a sua terra que Dorival Caymmi conseguiu fazer o mundo acreditar que a Lagoa do Abaeté é um pedaço mágico de sonhos, encanto e p

Por | Edição do dia 08/04/2006 - Matéria atualizada em 08/04/2006 às 00h00

| Aloísio Alves * A Bahia e os baianos, entre tantas outras virtudes, têm uma invejável. O baiano é tão exagerado ao promover a sua terra que Dorival Caymmi conseguiu fazer o mundo acreditar que a Lagoa do Abaeté é um pedaço mágico de sonhos, encanto e poesia. A Bahia sabe também invadir territórios para divulgar seus talentos, que até conseguiu fazer o Brasil mudar o ritmo do carnaval para entrar no balanço do axé music. Assume a vanguarda da comunicação e vende sabiamente a imagem do seu rico patrimônio histórico, cultural e artístico. Explora com inteligência os recursos da mídia e não abre mão de concentrar investimentos na capacidade criativa da sua gente. Somos o Estado mais privilegiado. Abundante no seu subsolo; as áreas mais críticas do sertão são cercadas de águas através de rios perenes e temporários; possuímos expressões artístico-culturais no passado e no presente que são referências para o mundo; o acervo histórico da capital e do interior é de profunda riqueza; a costa litorânea é única no Nordeste brasileiro de imensurável beleza. O mar, as águas das lagoas, temos sol o ano inteiro, vida e o toque mágico da mão Divina para fazer de Alagoas algo mais que o Caribe gostaria de ter. Infelizmente, toda essa potencialidade ainda não foi suficiente para sairmos, pelo menos, de algumas dezenas de anos de atraso. Outras capitais nordestinas foram mais ágeis e competentes, (RN/05 245 mil turistas estrangeiros. Al 24 mil), estando muito à frente de nós, principalmente com relação ao turismo internacional. Foi nos anos 70 do século passado, que o Brasil descobriu Alagoas como o Paraíso das Águas. É redundante dizer que o turismo é a nossa única perspectiva – a médio prazo – de gerar desenvolvimento, emprego e renda para o alagoano em todos os níveis, contemplando, inclusive, o Estado de Norte a Sul. Mas nada está perdido. Estamos otimistas porque o dever de casa começa a ser cumprido com o advento do Centro de Convenções, do novo aeroporto, da iniciativa da Ademi ao promover um grande debate internacional sobre o assunto, além de levar para a Europa participando de eventos importantes, a nossa qualidade e capacidade construtiva que - justiça se faça - é ótima. Outro dia participando de um evento em São Paulo, um amigo me alertou para um detalhe: “Quem mais fala mal de Alagoas são os alagoanos”. Mas, é preciso que se dê uma dose de tolerância a essas pessoas que assim procederam, porque, inconscientemente elas respondem ao impacto que receberam ao longo dos anos, ante a tantos fatos negativos ocorridos, motivando esse sentimento de desesperança. Agora é preciso arrumar a casa perfumá-la com aromas de civilidade e abrir portas para receber com fidalguia, elevando a nossa auto-estima de alagoanidade. (*) É publicitário.

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