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Opinião

Gol contra - Editorial

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Privilegiando (da forma como está fazendo) o segmento financeiro, o resultado da política econômica brasileira não poderia ser outro: o Brasil caiu para a penúltima posição entre 23 países em termos de produtividade industrial, segundo estudo realizado pela CNI. Pelos estudos da Confederação Nacional da Indústria, usando os mesmos critérios de pesquisa, o Brasil ocupava ? entre 1996 e 2000 ? a quarta posição entre os 23 países estudados, e entre 2001 e 2004 despencou para o 22º lugar (embora a lanterninha esteja nas mãos da Itália, país tido como primeiro mundo). Em termos de América Latina, o México pulou na nossa frente e galgou a 12ª colocação. No primeiro lugar está a Índia. Naturalmente, os critérios de quaisquer estudos podem ser questionados, e imperfeições podem ser encontradas em qualquer pesquisa de grande complexidade, particularmente quando se trata de economia, mas não se pode negar atenção às indicações tão claras quanto preocupantes. Objetivamente, não se pode negar a obviedade da redução do investimento produtivo em função da ênfase, por meio da política de juros estratosféricos, da atração de capitais para os escaninhos da especulação financeira. Afinal, o Brasil pratica hoje os juros mais altos em todo o mundo. Não se pode dizer que o ?mundo contemporâneo? exige crescentes ganhos em produtividade, pois essa é uma exigência preliminar desde o início da era capitalista ? e isso se deu há praticamente cinco séculos. Desde que os teares ingleses tornaram-se referência (pela produtividade gerada pelo avanço tecnológico) da chamada ?revolução Industrial?, quem não incrementa a produtividade está condenado a ser excluído do jogo. O resultado da pesquisa da CNI comprova que estamos perdendo de goleada e corremos sérios riscos. Será que teremos tempo de virar o jogo? Uma pergunta mais que urgente ao País.

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