Opinião
Agradecimento a Enaura Quixabeira
| Margarete Cavalcanti * É impossível não acreditar que no mundo que estamos atravessando, cheio de pessoas egoístas, que só pensam no bem-estar, só visam e vivem em torno do dinheiro, como seu primeiro plano. Com isso, encontramos tantas pessoas descontradas e distanciadas de Deus e sem a mínima felicidade. Mas, no meio desses desencontros, temos dentro do plano de Deus, imensas surpresas, que nos fazem acreditar que nem tudo está perdido. Nos deparamos com pessoas: de fé, de paz, cheias de amor, de bondade, de generosidade, sinceras, de bom coração amigas e de uma capacidade intelectual invejável. Essa criatura tão especial, meiga, simples e linda chama-se Enaura Quixabeira, amiga de longos anos. Nos conhecemos quando estudávamos no Colégio Bom Conselho. Sempre muito inteligente, aluna exemplar, uma excepcional orientadora espiritual da JEC (Juventude Estudantil Católica), tive a imensa felicidade de conviver com essa extraordinária mulher, com ela, naturalmente, aprendi muito e também, naquela época, aprendi a amar o homem que se chamava Humberto Cavalcanti. O tempo passou e Enaura floreceu com toda força e uma notável capacidade intelectual, brilhante e intensa. Dentre tantos outros títulos, Enaura Quixabeira passou a ocupar a Cadeira nº 38 da Academia Alagoana de Letras, com toda competência e autenticidade. Foi sempre amiga e admiradora do Humberto Cavalcanti. Hoje, Deus, na sua infinita misericórdia, com os planos traçados por Ele, leva Humberto para Seus domínios, em 23 de março de 2005. E, na missa de aniversário de um ano do seu falecimento, administrada pelo reverendíssimo padre Amaro, na Igreja de São Pedro, com o acompanhamento musical dos Cantores de Deus, surge Enaura, movida pela fé, pela paz e pela felicidade que ela transmite. Subiu ao Altar de Deus e prestou uma homenagem de grande beleza e de palavras altamente bem colocadas, ao nosso querido e inesquecível, Humberto Cavalcanti, ao professor Humberto, como todos chamavam. Fui tomada por uma forte emoção. Tudo que você expressou, Enaura, foi indescritivelmente verdadeiro. Obrigada. (*) É professora da Ufal.