Opinião
Reconfirmando - Editorial
Divulgada ontem, uma pesquisa local fornece significativos dados sobre a atividade turística em Alagoas, reafirmando ? mais uma vez ? a potencialidade desse segmento econômico para nosso Estado. Óbvias, as principais indicações confirmam a predominância do Litoral Norte na capacidade de atração turística, tendo como epicentro o município de Maragogi. De fato, há anos (felizmente) se consolida uma política eficiente de investimentos privados naquela região, cada dia melhor servida de ampla gama de opções, desde hotéis de alto luxo até ao irresistível ?circuito do charme? ? composto por pousadas de altíssimo nível e múltiplas alternativas de preços das diárias. Natural a supremacia numérica dessa área, embora o critério usado nos porcentuais seja confuso (somando 91% de Maragogi, mais 73% de Maceió, mais 73% da Foz do São Francisco, o resultado ultrapassa os 200%, e exige uma explicação mais complexa sobre os critérios). Deixando de lado a discutível técnica do total porcentual maior que 100%, as tendências indicadas são claras, reafirmando a potencialidade dos pólos turísticos e a valorização de atrativos além das (maravilhosas) praias alagoanas, como indica o porcentual de 45% no consumo ? por casais ? de produtos artesanais. Isto posto, devemos repetir a pergunta: o que falta para Alagoas reassumir sua posição de destaque entre destinos mais procurados no Brasil? O que falta para que explodam os investimentos privados em Maceió, ampliando a capacidade receptiva da porta de entrada para os paraísos alagoanos? Afinal, há décadas se repete a ladainha que dava conta da falta de centro de convenções, falta de aeroporto internacional... Agora já não temos mais essas duas faltas. E temos pesquisas e mais pesquisas confirmando e reconfirmando o potencial turístico alagoano. O que falta para realizar esse potencial?