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A prop�sito do MST

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| Lysette Lyra * Não sou contra a luta pela reforma agrária, apiedo-me dos pobres coitados que se expõem aos rigores das intempéries, em marchas intermináveis. O que me incomoda é ver que eles não percebem que estão sendo usados, mistificados por um movimento criado por esquerdistas radicais que se aproveitam de suas esperanças de amanhãs luminosos, na tentativa de implantarem, no País, seus sonhos totalitários. Acho absurda, também, a relação entre esse governo e um grupo que hostiliza e nega o estado democrático, e que, além de viver à margem da lei, cultua narcotraficantes das Farc colombianas, seqüestradores e assaltantes de bancos do MIR chileno, agressores dos direitos humanos, como Fidel Castro. Não há solução para essa luta por assentamentos, pois sua finalidade é, apenas, política. Infiltrados no movimento, entre essa gente empobrecida, e iludida por promessas vãs, está um bando de baderneiros, que usa o dinheiro do Estado para depredar logradouros e edifícios públicos, invadir as terras dos outros, tumultuar o País. Haja vista o vandalismo praticado no Dia Internacional da Mulher, por duas mil camponesas, quando invadiram os laboratórios da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul, destruindo o trabalho de 20 anos de pesquisas dos cientistas, num investimento de US$ 1,02 bilhão. E o nosso presidente ainda abraça, em público, um dos principais lideres do movimento, detentor de enorme folha de crimes contra os direitos humanos, declarando a estreita amizade entre ambos, mas nunca define o problema da reforma agrária, mesmo por que o País tem outras dificuldades mais imediatas e complicadas para resolver e que ele ainda não resolveu. Numa visita feita, ultimamente ao Paraná o nosso vizinho venezuelano, Hugo Chávez esteve numa reunião do MST e da Via Campesina, para instigá-los e instrui-los para um melhor desempenho nas suas investidas criminosas. É muito descaramento desse presidente da Venezuela em se meter no país dos outros para aconselhar esses desocupados a intensificarem seus protestos, perturbando o sossego da nação. Quando observamos pela TV os componentes das passeatas do MST, vemos que a maioria é de pessoas de boa aparência, que nada têm a ver com a massa empobrecida. São os aproveitadores dessa estratégia condenável e falsa. Não podemos permitir que nossas bases democráticas sejam abaladas por ideologias fracassadas, que mostraram sua ineficácia em outros países, e que têm sua força no sacrifício da liberdade. (*) É escritora.

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