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Auto-sufici�ncia / Editorial

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Praticamente toda uma frase dispensou tradução, em função do tom incrédulo como foi pronunciada, em inglês, a palavra ?Brazil?, por um jornalista americano quando perguntava a técnicos seus compatriotas como era possível que um país como o Brasil estivesse na frente dos Estados Unidos na produção e tecnologia do álcool combustível. A ênfase do perguntador foi tal ? ao pronunciar o nome do país que ousava ultrapassar a única superpotência contemporânea exatamente num item estratégico como combustíveis alternativos aos derivados do petróleo ? que deixou claro o preconceito contra o nosso País; era como se o entrevistador, apenas pelo tom, quisesse dizer algo como ?logo esse País tão atrasado???? Mas é fato que estamos avançados no essencial item álcool combustível, embora estejamos menos avançados do que poderíamos estar, se tivéssemos ? pelo menos desde os tempos do Proálcool ? dado a real importância estratégica a essa questão. Mas, menos mal, o Brasil seguiu engatinhando na direção certa e hoje estamos na dianteira do superpoderoso Estados Unidos da América quando se trata de combustíveis alternativos (não se esqueçam do biodiesel). Mas, mesmo gastando fortunas, os ianques tocam programas de combustíveis (como o produzido a partir do milho). Infelizmente, o que orienta ainda essa política no Brasil é uma canhestra visão de consumidor, centrada no preço imediato do álcool no bico da bomba de combustível. Se o preço baixa, risos; se sobe, choro e ranger de dentes. A questão principal é se enxergar além do orçamento do mês e pesarmos o que falta para ganharmos, a médio e longo prazos, a guerra pela verdadeira auto-suficência no vital campo dos combustíveis como um todo. Aí mudará o tom no qual a palavra Brasil será pronunciada em todas as línguas.

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