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Opinião

Mais um acinte - Editorial

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Fuga não é novidade em se tratando do presídio de ?segurança máxima? de Alagoas, mas a mais recente escapulida de um preso do Baldomero Cavalcanti assume proporções de uma verdadeira provocação ao sistema prisional, às autoridades da segurança pública em Alagoas e, particularmente, agride ao Poder Judiciário. Além do desplante da fuga em si, provavelmente feita pela porta da frente, o personagem fugidio é acusado de fazer parte de uma gangue que tem logrado manter seus supostos chefes longe da ação da polícia e da justiça, malgrado o grande esforço dos policiais, juízes e promotores em lhes dar combate. Acusado por seqüestros e assaltos perpetrados em Alagoas, o fugitivo em questão acumularia ainda 110 anos de penas, em função de delitos semelhantes cometidos e já devidamente julgados no Estado de São Paulo. Acusado de pertencer a uma quadrilha de alta periculosidade, gangue essa cujo suposto chefe tem conseguido furar o cerco montado pela Polícia e pela Justiça, essa pessoa consegue não só fugir sem fazer esforço, mas sua ausência da cela só é notada dias depois (na verdade nem se pode saber ao certo há quanto tempo isso aconteceu). Como se responder a isso? Com toda razão, essa fuga provocou uma forte reação nos juízes integrantes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado e nos policiais diretamente engajados nesse perigoso combate. Com toda razão, a sociedade começa a descrer na capacidade do poder público em fazer frente, eficientemente, ao poder e a ousadia das quadrilhas que infernizam a população alagoana. Com toda a razão, a sociedade alagoana deve cobrar respostas práticas contra tal desplante. Vivemos um clima de máxima insegurança que se entranha em todas as camadas sociais, que mina a respeitabilidade das instituições.

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