Opinião
Nosso gostoso cafezinho
| Milton Henio * O Brasil, graças à força da imprensa, vive hoje uma fase de transformação histórica. Não só o presidente Lula como os maus políticos são bombardeados todos os dias pelos erros cometidos. O povo está ficando cansado de ser humilhado por políticos tão desavergonhados. Nosso País demorou a acordar. Chegou tarde para o almoço. Já na hora da sobremesa. Mas ainda há tempo para a recuperação. Depende do povo. Do seu voto. Existe, porém, um elemento que apesar de todos os conflitos políticos, sociais e econômicos aqui existentes, não perde o seu prestígio em casa e internacionalmente: o nosso famoso cafezinho. Para alegria nossa, no Canadá, nosso café foi eleito uma das dez preferências do povo canadense. As pesquisas mostram que o nosso cafezinho por si só, não deve ser culpado por problemas cardíacos. No mínimo, não é o único vilão da história. O problema é que os bebedores inveterados de café costumam associar esse hábito a outros como o cigarro, dietas inadequadas, álcool, estresse etc.. A soma desses fatores e mais o excesso de cafeína, aí sim, podem alterar o sistema circulatório. Outras das acusações mais freqüentes ao café é a de que ele perturba o sono. E nisso concorda o neurologista Rubens Reimão, especialista em distúrbios do sono. Diz ele: ?uma quantidade de 100 a 120mg de cafeína que equivalem a dois cafezinhos, pode realmente dificultar a chegada do sono, principalmente nas pessoas com tendência para insônia?. Portanto, se você pertence ao time dos que rolam na cama até dormir, um aviso: pense bem antes de tomar um cafezinho depois do jantar, pois já foi provado que a estimulante cafeína continua na corrente sanguínea por 3 a 4 horas. Tome então o café descafeinado. O bom e gostoso cafezinho brasileiro vem sendo acusado freqüentemente de causar gastrites e úlceras. Não é bem assim. Uma pequena xícara depois do almoço ou do jantar ajuda o processo digestivo, pois estimula a produção de ácido clorídrico. Daí a rotina de seu uso em restaurantes e festas sociais. Ele piora a quem já tem a úlcera. Um homem simples do nosso interior, acostumado a tomar café diariamente, viajou de avião pela primeira vez para rever a filha no sul. No aeroporto, chegando ao bar, aproximou-se da balconista e perguntou: ?moça, quanto custa o cafezinho?? ?Um real, respondeu a moça?. ?E o açúcar, quanto custa?, perguntou o viajante?. ?Não custa nada, respondeu a moça?. E ele entusiasmado disse: ?Então me dê dois quilos?. E a moça sorriu bastante. (*) É médico.