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P�talas esparsas

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| JOSÉ MEDEIROS * Alagoas é um celeiro de bons poetas. Em todas as décadas, de geração a geração, aparecem nomes representativos no cultivo de boa poesia; alguns reconhecidos e proclamados, outros anônimos e desconhecidos, mas de igual valor. No passado, Guimarães Passos, poeta alagoano, do século 19, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Por muitos méritos, Lêdo Ivo representa, hoje, os belos estros da terra das Alagoas. Estou relendo o livro Os cem melhores poetas brasileiros do século XX e fico pensando se já foi publicada uma obra desse porte, aqui, em Alagoas, reunindo em antologia os nomes mais expressivos de nossa poesia. Conheço algumas amostras nesse campo. A mais antiga das antologias de que tenho notícia é a Pequena antologia dos poetas alagoanos, inserida no livro Terra das Alagoas, de Adalberto Marroquim; publicada em Roma, em 1922 e republicada recentemente, com apresentação do mestre emérito Ib Gatto Falcão. Quando se escolhem nomes para uma coletânea desse tipo, corre-se o perigo de inevitáveis omissões, seja no campo da poética que se caracteriza pelo culto da forma e da estética; seja na poesia popular e da literatura de cordel, caracterizadas, pela linguagem simples, irônica e bem-humorada. Recentemente, me foi oferecida a obra poética Pétalas Esparsas, poemas de Emílio de Maia. Achei das mais lúcidas a opinião da escritora Enaura Quixabeira, que considerou ?esse livro o resgate de uma época da história literária de Alagoas, na década de 20 a 30 do século passado, através de um poeta jovem e apaixonado?. No meu entender, há, no autor, um domínio das formas poéticas, numa extraordinária riqueza do pensar e do sentir e que preza valores universais da essência humana. Admirei sua imaginação criadora, engenho e encanto de seus versos. Emílio de Maia tornou-se nome de um famoso grêmio cultural alagoano, na década de 50 do século passado - o Centro Cultural Emílio de Maia, precursor da Academia Maceioense de Letras, onde conheci um grupo de intelectuais: Geraldino Brasil, Iracema Feijó da Silveira, Jucá Santos, Lafayette Belo e Cavalcanti Barros. Descubro ligações do poeta Emílio de Maia com pessoas de minha estima e amizade: J. F. Maya Pedrosa e Teíta Pedrosa, que me fizeram detalhadas análises da vida e da obra desse poeta alagoano. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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