Opinião
Pela preven��o - Editorial
A população alagoana continua entre as que mais sofrem com inundações no País. São periodicamente castigadas pela chuva cidades litorâneas como Maceió, boa parte das regiões Sul e Norte e os vales do Paraíba e do Mundaú. Mesmo na capital, onde as maiores tragédias causadas pela chuva ocorreram em 1914 e em 1949, muitas pessoas ainda sentem as suas conseqüências. A chuva forte que desabou sobre este Estado já neste ano, principalmente nas últimas semanas, é suficiente para provocar grandes complicações para o conjunto da cidade e para muitas famílias que se vêem na condição de desabrigadas de uma hora para outra. Como se sabe, reguladas pelos ciclos da natureza, a chuva cai em períodos conhecidos sobejamente pelos técnicos e pelo povo. Cabe aos poderes públicos ficarem em alerta e, com antecedência, fazer o trabalho preventivo. Exemplo positivo disso pode ser encontrado na capital alagoana, quando a água (farta) deste maio de 2006 encontrou a maior parte das galerias desimpedidas, o que evitou os tradicionalmente lamentáveis alagamento de áreas inteiras como Jaraguá, Pajuçara, centro da cidade e Avenida Fernandes Lima. No caso maceioense, o ponto negativo é que seguem sofrendo privações os moradores das áreas de risco ? áreas ocupadas, ano após ano, com rapidez e sofreguidão por uma multidão de excluídos que nunca para de crescer. No interior é necessário uma política preventiva que ajude a população a se instalar longe das áreas naturais de cheias, ou seja, as margens dos rios devem ser evitadas ? em primeiro lugar ? pois são a calha natural para coletar o excesso d?água da chuva. Nesse quadro, a principal defesa é a prevenção. E torcer para que nunca mais ocorram catástrofes verdadeiras como as ocorridas em 1914 e 1949.