Opinião
Pacote antiviol�ncia - Editorial
A semana terminou com a nação esperando pelos resultados da deliberação, tomada na quarta-feira, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado de aprovar 11 projetos relacionados à segurança pública. Esses projetos foram aprovados em menos de uma hora, sem a necessidade de votação em plenário, depois de dormitarem anos nas gavetas da burocracia parlamentar. As propostas fazem parte das medidas de emergência para combater o crime organizado no País e a rapidez de sua tramitação recente deve-se a repercussão mundial das brutais cenas de guerra civil deflagrada em São Paulo e que resultou em mais de 150 mortes em seis dias. Espera-se que a decisão dos senadores, acatada em caráter terminativo, possa contribuir efetivamente para o êxito das novas tentativas de reduzir radicalmente a insegurança. Hoje todo o território nacional está vivendo sob riscos constantes e crescentes em relação à vida e à propriedade. A rapidez na aprovação é um bom exemplo do que se pode fazer quando se acredita na necessidade de agir; os debates e divergências sobre as medidas aprovadas são sinal da democracia e de que não se pode esperar pelo consenso em tudo, principalmente em meio a uma verdadeira guerra. Isso é o mínimo que a sociedade exige como primeiro passo para o necessário combate contra o crime organizado. Deve-se, sem dúvida, encarar como positivo o fato de o Congresso agir tão rápido diante de uma situação de proporções gravíssimas, como se pode constatar sem dificuldade alguma pelo noticiário. Mas fica constatado mais uma vez que as instituições só despertam para a ação quando o quadro parece fora de controle, além dos limites do suportável. Os projetos para a segurança pública deveriam ser discutidos sem a pressão de tragédias sociais. Mas, já que é assim, mãos à obra.