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Opinião

Qual o nosso destino?

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| Milton Henio * Todos nós brasileiros ficamos estarrecidos com o que vimos pela televisão na cidade de São Paulo. Um bando de marginais, bandidos, psicopatas param uma cidade grandiosa como São Paulo e fazem as autoridades ficarem acuadas e temerosas. É inacreditável o poder desse lixo humano representado por ousados presos que, endemoniados, só vivem para o mal. E eles mataram, riram, destruíram e por cima fizeram gozação do governo, acordos com as autoridades, mostrando o poder que têm para prática da violência. Ficamos preocupados com o nosso futuro, dos nossos filhos e netos. Quando será que o Brasil caminhará bem nos trilhos do progresso e da decência? Vai demorar muito ainda. Com um Congresso desmoralizado, justiça lenta, leis que não são cumpridas e fracas, corrupção entre policiais que se misturam muitas vezes com os bandidos, torna-se difícil a gente ter esperança. Os dados estatísticos publicados mostram que o Brasil está numa verdadeira guerra contra a bandidagem. E sem forças. A violência atenta contra o mais básico direito do homem - o direito à vida. Atos de terrorismo, seqüestros, assaltos e assassinatos têm modificado as causas pelas quais as pessoas adoecem e morrem no mundo atual. Para termos paz temos de fazer a profilaxia da violência. Devemos estudar formas, autoridades e a sociedade de um modo geral, para reduzirmos essa violência gritante que se espalha a cada dia como uma epidemia, até em nossa outrora pacata Maceió. O filosofo francês Jean Paul Sartre, em suas explicações sobre o existencialismo humano, já afirmava que não há comportamento ético em um indivíduo se não existe Deus em sua vida. Esses marginais que assaltam e matam são psicopatas irrecuperáveis, portadores de quadros patológicos como motivadores de crimes brutais. É preciso que haja com urgência medidas que os façam temerosos, do contrário estaremos sujeitos a ver o Brasil desprestigiado e ridicularizado pelo resto do mundo como um País fraco, sem rumo e o pior, sem esperança para as gerações futuras. Ficamos muito apreensivos porque não vemos solução a curto prazo que possa diminuir tantos atos brutais que deixam famílias em desespero. Quando as famílias passam a ficar encurraladas é sinal de que algo errado existe na organização de um povo. A decência só se instala quando quem exige bom comportamento dos outros também cumpre as regras. A impunidade é o principal fator de estímulo à violência. Vamos esperar e pedir a Deus que proteja cada brasileiro de bem contra os milhões de bandidos que andam nas ruas infernizando as pessoas. (*) É médico.

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