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Injusti�as - Editorial

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Os meios de comunicação de massa em todo o País noticiaram, com base no Sistema Nacional de Informações de Gênero, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), crescimento na expectativa de vida da população brasileira em mais de três anos. A conclusão tem como base dados comparados entre os censos de 1991 e 2000. Nesse mesmo estudo, as mulheres estão destacadas com o crescimento da quantidade de pessoas mais velhas, porque a esperança de vida delas passou de 70,9 anos para 74,1 anos (a dos homens também aumentou de 63,1 para 66,7 anos). Enquanto isso permanecem fortes as marcas dos preconceitos. E também surgem novos problemas relacionados ao social, como o dos trabalhadores que passam a ganhar menos na hora de se aposentar. O estudo também avalia que as mulheres brasileiras, apesar da maior escolaridade, estão recebendo salários menores (em média 30% menos) que os homens. Segundo o IBGE, essa desigualdade poderia ser explicada, em parte, pela maior inserção das mulheres no setor de serviços e em ocupações de baixa remuneração e qualificação. A igualdade de vencimentos só é observada nas regiões Norte e Nordeste, em função do grande número de viventes que percebem apenas o salário mínimo nessas áreas ? e homens e mulheres nivelados por baixo. O mesmo panorama preconceituoso pode ser facilmente verificado na análise por raça. A diferença de rendimentos entre brancos e negros ou pardos é mais expressiva no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, e menor no Norte e Nordeste. Negros e pardos recebem menos que brancos, um diferencial que beira 60%. Quanto às mulheres pardas ou negras, foi obviamente constatado que ?o quadro é ainda mais perverso, pois elas são alvo de dupla discriminação?. Históricas e dramáticas injustiças, vivas e incólumes no Brasil do século 21.

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