Opinião
A��es cidad�s - Editorial
A nação acompanha as discussões quanto à constitucionalidade ou não da recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de aplicar ? neste ano ? a maioria das novas regras aprovada pelo Congresso Nacional ? no mês passado ? em relação às campanhas eleitorais. Estamos falando da arrecadação, dos gastos, da prestação de contas, e da propaganda dos candidatos. Temos aqui muita polêmica. Também logo crescerá a expectativa de que as alterações na legislação contribuam mesmo para a valorização do voto e o avanço ético na política partidária. O País torce para que tais normas sejam realmente salutares, como garante o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello. E lutar para termos modificações mais abrangentes das leis, objetivando dificultar ainda mais o uso indevido dos recursos financeiros e do patrimônio público nas campanhas. O povo brasileiro não pode continuar sendo prejudicado pelas irregularidades cometidas por uma minoria, pagando e sofrendo as conseqüências (sempre trágicas) de disputas eleitorais que teimam em se manter longe da transparência. Teimam em ser praticados os mesmos métodos e abusos dos poderes político e econômico praticados ao longo dos anos anteriores à República, nos tempos do voto a bico-de-pena. Não é de hoje o esforço cidadão para enfrentar o problema. E há 10 anos, foi tema da Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com o título ?Fraternidade e Política?. Neste ano eleitoral, devemos buscar a união das forças vivas e éticas da sociedade em torno de um esforço para a moralização das normas que tratam das campanhas e da transparência dos gastos dos candidatos. É certo que dificilmente teremos unanimidade quanto às decisões, mas devemos buscar expressiva unidade cidadã em torno dessas ações legais, para estas eleições de 2006.