Opinião
Participa��o - Editorial
No 4º Fórum Global de Combate à Corrupção, realizado no ano passado, foi evidenciada a necessidade de o Brasil implementar, profundamente, a participação efetiva dos múltiplos segmentos da população na gestão das políticas públicas. E se atentarmos para as informações publicadas pela Gazeta, na edição de domingo último, mostrando que a maioria dos municípios alagoanos ainda não conta com organismos de controle social (sobretudo em saúde e educação), a sociedade civil terá de lutar muito ainda pela implantação da verdadeira democracia participativa. Essa prática de acompanhar e fiscalizar a utilização dos recursos públicos é um dos maiores avanços da Constituição Brasileira de 1988. Mas a nação ainda sente a falta dos bons resultados desse mecanismo na maioria das cidades das regiões menos desenvolvidas (como o Nordeste). O que ocorre, lamentavelmente, nas municipalidades do Norte e Nordeste não é diferente do que acontece nas regiões mais desenvolvidas. Nestas, é evidente um maior número de entidades diversificadas, bem articuladas e capacitadas (especialmente, em questões técnicas, jurídicas e contábeis). As câmaras municipais deveriam contribuir para o combate às irregularidades feitas com o dinheiro público ? recursos esses que devem ser amarrados firmemente como investimentos em benefício da população. São necessárias campanhas de conscientização e incentivo para a implantação de organismos que auxiliem a população no acompanhamento da gestão das políticas públicas. É necessário desenvolver um esforço para ampliar a participação dos representantes das comunidades nos conselhos municipais de saúde, educação, meio ambiente, e outros. Dessa forma, os poderes alagoanos estarão cumprindo seus deveres e sendo parceiros do povo no esforço de construção real da democracia participativa.