Opinião
VII feira de livros na escola Concei��o Lyra
| LYSETTE LYRA * É através da cultura que um povo desenvolve o aprimoramento de seus valores, intelectuais, artísticos, criativos, enfim o incremento de suas instituições, progresso e civilização. Uma das necessidades prioritárias de nossa gente é justamente a cultura. Por isso temos de louvar o trabalho daqueles que se dispõem a oferecer ao povo mais humilde de nossa comunidade, essa orientação, tão necessária e tão carente, por parte dos governos, esse direito tão negado ao cidadão brasileiro. Não poderia faltar a festinha da Usina Caeté, num momento tão nobre, em que sua escola prestigiava os intelectuais de Alagoas, por meio de cenas de dramatização representando belas páginas produzidas por nossos insignes escritores e personalizadas por seus alunos. Sissinha e Virgínia Lyra, diretoras da Usina, merecem uma referência muito especial pela dedicação a esse trabalho tão profícuo, proporcionando aos filhos de seus operários os caminhos do saber e do aperfeiçoamento. Do programa constaram: declamações dos versos de Terezinha Omena, Jucá Santos, Aydette Viana, dramatização dos contos e crônicas de Maria Luiza Sá e Carlito Lima, representação do musical, Evocação de Alagoas, de Jucá Santos e Alves Damaceno, com cenários e guarda roupas apropriados, tudo confeccionado pelas funcionárias e professoras, sob a direção da professora Betânia, que dirige a escola. A convite esteve presente o Grupo Literário Alagoano que foi homenageado pelos alunos, com destaque para as obras literárias da instituição, colocadas em estante especial. Bastante admirados os painéis confeccionados pelas crianças, representando os temas das poesias e crônicas em evidência nas representações. Com muito orgulho Sissinha me contou que ela e os filhos fizeram o curso elementar nessa escola, e que muitos alunos já freqüentam a universidade, e outros, que já se formaram, voltaram a trabalhar na usina, em cargos de prestígio. Um Café Literário, delicioso, foi oferecido aos visitantes, diante de uma paisagem matizada de verdes, entre colinas e açudes que refletiam o azul brilhante do céu. Lá longe o casario de São Miguel subia os montes e lembrava seu passado de glórias, quando aí vivia o Visconde de Sinimbú. Já ao meio dia regressei a Maceió, desejando que todos os empresários tenham a mesma idéia de Sissinha. Sei que muitos mantêm exemplares programas sociais. É uma forma justa de colaborar para o engrandecimento de nosso País, tão esquecido pela maioria dos políticos que, olvidam seus deveres cívicos. (*) É escritora.