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Tecnologia da informa��o: custo ou benef�cio?

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| ANDRÉ W. CARNEIRO * Quando foi que a informação surgiu? A resposta que me parece mais sensata é: sempre existiu! Ou ainda, desde o surgimento do tempo, pois cada acontecimento traz consigo, no instante de sua ocorrência, um tanto de informação. Imaginem a quantidade de fatores que influenciam, por exemplo, o desabrochar de uma rosa (solo, condições climáticas, atenção dedicada...). E a tecnologia da informação, quando surgiu? Quando o ser humano começou a tratar a informação, ou seja, quando começou a registrar, transmitir ou processar informação? Observem esses exemplos: foram encontradas pinturas rupestres datadas de 18.000 a.C. (registro da informação); há notícias do ?telégrafo? de tochas que informou a derrota de Tróia em 1.184 a.C. (transmissão da informação); o primeiro processador de dados foi o ábaco, uma ?máquina de calcular? manual datada do ano 8 a.C.. E hoje? Examinem esses dados: podemos ?datilografar? em uma ?moeda? cerca de 175 trilhões de letrinhas; estamos em rede, ao vivo e em cores, 24 horas por dia; processamos 4 bilhões de operações matemáticas (adição, subtração...) por segundo. Que salto! E agora, o que faremos com toda essa potencialidade? A cada dia que se passa mais incompetente parece, quem tenta justificar a falta de informação com frases do tipo: é problema nos computadores; o sistema caiu... Caiu de onde?!?!? Investimos em recursos humanos e financeiros objetivando a qualificação da informação, planejamentos estratégicos, planos diretores de tecnologias de informação, aquisições de equipamentos e sistemas de informática, contratações de consultorias... e mesmo assim não conseguimos atingir as metas previstas. Possuímos recursos tecnológicos que nos possibilitariam manter informações transparentes, porque é então que nossas bases de dados, seja do setor público ou privado, são inconsistentes e indisponíveis? Eu penso que é em função de não darmos o devido valor a duas características que fazem parte da essência da informação: ela é dinâmica (se encontra em constante mutação) e é multifinalitária (uma mesma informação é utilizada/observada em vários contextos). Essa prática nos induz ao equívoco de achar que uma instituição, sozinha, possa conseguir atualizar e ? principalmente ? manter uma base de dados 100% qualificada. Enquanto agirmos assim, o retorno dos investimentos em tecnologia de informação ? relação custo x benefício ? será insatisfatório. (*) É analista de sistemas de informação ([email protected]).

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