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O c�digo de Jesus

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| DOM EDVALDO G. AMARAL * Li o livro de Dan Brown (o best-seller da década, com 40 milhões de exemplares vendidos) e assisti ao filme de Ron Howard, (aquele que foi vaiado pelos cineastas presentes ao recente festival de Cannes... ). Concordo com uma revista de circulação nacional, afirmando que nesse filme a única verdade é a de que será visto por milhões de pessoas em redor do mundo, tendo sido lançado no mesmo dia em todo o planeta, num fenomenal esquema de distribuição. Fora desse fato indiscutível, o chamado O código da Vinci é mentira, só mentira, do título à última frase, da primeira à última cena. É mentira teológica, mentira bíblica, mentira histórica (Constantino e o Concílio de Nicéia) e até, diria mentira universitária, porque nunca existiu cátedra de simbologia na Universidade de Harvard. A Prelazia pessoal Opus Dei é uma entidade de alta espiritualidade, fundada por um santo, s. Josemaria Escrivá, e jamais seria capaz de receber dinheiro do Vaticano ou de quem quer que fosse para cometer algum crime. No Opus Dei, como escreveu muito bem o cônego Henrique Soares, é de se admirar muito o fato de que seus membros são fidelíssimos ao papa e aderem de corpo e alma à fé da Igreja Católica. O Opus Dei enviou aos dirigentes e acionistas da Sony Pictures uma carta aberta na Internet solicitando que a produtora do filme O código da Vinci, de Ron Howard, insira na película a costumeira declaração: ?Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas e fatos da vida real, trata-se de mera coincidência.? É o mínimo de honestidade que se poderia esperar dos produtores de O código da Vinci, esse filme de falsidades e insultos a Jesus e a sua Igreja. Gostaria aqui de fazer duas observações: Madalena, em nenhum versículo da Bíblia, é qualificada como pecadora. Apenas em Lucas 8.2 diz que dela haviam saído sete demônios. Não confundi-la com a adúltera inominada de João 8.3, que estava para ser apedrejada, ou com a pecadora inominada de Lucas 7.37ss, que lavou os pés de Jesus com lágrimas nem com Maria de Betânia, irmã de Lázaro. ( V. João 12.1-8). Com os bispos da Bélgica, eu penso também que os cristãos nada têm a temer com essa obra, sem nenhum fundamento histórico sério e que, pelo contrário, deve provocar a vontade de um conhecimento melhor de Jesus Cristo e da história do cristianismo. Acho que o livro e o filme deverão despertar em nós um maior amor a Jesus, conhecimento mais profundo de sua figura divina, como os Evangelhos nos apresentam, e fé mais comprometida em Cristo, nosso Salvador. Na página 401 do livro de Dan Brown, O código da Vinci, já perto do final, lê-se uma tênue expressão de esperança quando um dos personagens diz para o chefe de polícia: ?Um pouco de fé opera maravilhas, capitão. Um pouco de fé... (*) É arcebispo emérito de Maceió e assistente eclesiástico de Fernando de Noronha.

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