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O papel dos catadores na gest�o do lixo

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| MARCELO CABRAL * No momento em que Maceió e os municípios de todo o País buscam otimizar a gestão dos resíduos sólidos, pela urgência do tema, uma categoria profissional deve ser levada em consideração ao se planejar sustentabilidade dos aterros e coleta seletiva: os catadores. A profissão de catador de materiais recicláveis já foi reconhecida pelo ministério do trabalho e emprego, e o movimento político dos catadores por inclusão social está organizado e crescendo muito em Alagoas e no Brasil. Essa classe de trabalhadores inventou a coleta seletiva. Os catadores tradicionais estão treinados na prática de anos em selecionar e separar os materiais, percebem o que é jogado fora como produto e desafogam, por meio da reciclagem, os depósitos finais de lixo, no caso de Maceió, esse medonho e já quarentão lixão. Com a promessa do aterro sanitário que anunciam para a capital alagoana (demorou), a sociedade precisa elaborar maneiras de diminuir a quantidade de resíduos no destino final, agindo preventivamente para não superarmos a capacidade do futuro aterro em menor tempo. Chega de imediatismo! Bom lembrar que não é por trabalhar com o lixo que o catador deve viver dentro dele. Será que é muito difícil para o poder público providenciar equipamentos de higiene e segurança? Galpões de triagem e condições humanas para que esses trabalhadores colaborem com o município de forma eficaz e digna? A municipalidade tem o dever social e econômico de incluir as cooperativas de catadores no planejamento e execução da gestão de resíduos sólidos em Maceió, economizando com isso no recolhimento de lixo na cidade, hoje nas mãos de empresas terceirizadas que custam mais caro ao bolso do contribuinte. Além disso, a coleta seletiva não pode ser realizada somente pelo sistema de caminhões. A figura do catador, devidamente credenciado e uniformizado, é fundamental para conscientizar o cidadão sobre a separação do lixo em sua casa, atuando como agentes de educação ambiental porta a porta. A inclusão social dos catadores é um fator de geração de emprego e renda nas camadas mais desfavorecidas, além de preservar os ambientes urbanos e naturais, infestados de plástico, metal, papel e vidro que poderiam ser aproveitados. Os catadores são parceiros na gestão dos resíduos sólidos e, assim, merecem ser percebidos pela sociedade, com a dignidade de trabalhadores e cidadãos. (*) É jornalista especialista e compositor.

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