loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Onde mora a esperan�a

Ouvir
Compartilhar

| MARCOS DAVI MELO * Na terça-feira passada, dia 30, nos dirigimos para as escolas públicas logo cedo da manhã. No microônibus, mais uma vez, cedido gratuitamente pelo empresário Marcel Monteiro, parceiro contumaz, estavam vários jovens estudantes de Medicina da Uncisal. Nosso objetivo: entrar nas salas de aulas dos adolescentes e no corpo-a-corpo alertá-los para os muitos perigos do cigarro. Os nossos alunos estavam nervosos e inseguros. Embora tivéssemos realizado com eles um seminário preparatório alguns dias antes, inclusive com distribuição de literatura específica para um maior embasamento, os estudantes estavam ansiosos: a maioria, pela primeira, ia ficar em frente a uma platéia e não sabia como seria recebida pelos adolescentes. Quando chegamos aos colégios, tanto de manhã como à tarde, já estava tudo pronto, as professoras e as turmas nos esperavam. As voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer mais uma vez tinham tomado todas as providências e imediatamente começamos as atividades práticas que antecediam o dia 31, Dia Mundial sem Cigarro. Inicialmente, os alunos de Medicina estavam inibidos, mas à medida que foram falando o que sabiam e os adolescentes das escolas começaram a fazer perguntas, a interação entre eles ocorreu. Eclodiram perguntas de todo o tipo. ?O que é pior: o cigarro ou a maconha?, ?Cigarro causa impotência??, ?Meu pai e minha mãe fumam, o que vai acontecer comigo e o que eu faço para eles pararem??. ?Cigarro mata??. Os nossos alunos responderam a todas as perguntas, talvez algumas delas pudessem ser respondidas com mais profundidade, mas isso não é o mais importante. O fundamental é que eles estavam espontaneamente lá com os adolescentes, e, as respostas foram dadas com a sincera esperança de que estavam ajudando os alunos a não contraírem um vício, que mais tarde, segundo a OMS, mata a metade de todos os usuários crônicos. O retorno no mesmo microônibus foi diferente. Na ida para os colégios, os estudantes da Uncisal duvidavam até do valor do que iam fazer. Na volta, estavam alegres, felizes e gratificados por ter realizado uma atividade prática em que ajudaram a outras pessoas, muito mais carentes e desinformadas. Plantaram uma semente para o futuro, sentiram-se úteis, e creio, sinceramente, que nesses jovens e despoluídos corações ainda mora a esperança. (*) É médico e professor da Uncisal.

Relacionadas