Opinião
Ainda inunda��es
| Vinicius Maia Nobre * Após a publicação de artigo sobre problemas gerados pela chuva em nossa cidade, perguntaram-me quais seriam as soluções para que o escoamento da água acumulada na região já conhecida por ?baixada do Cepa? (rua Miguel Palmeira e adjacências), sejam compatíveis ao trânsito de pessoas e veículos. Volto ao assunto tendo em vista que não se deve jamais em engenharia analisar um problema sem que se apresentem soluções técnicas e economicamente viáveis, em que a adotada seja a menos prejudicial à comunidade envolvida. Infelizmente o espaço reservado ao artigo não foi o suficiente para que elas fossem apresentadas e, agora, transcrevemos os dois últimos parágrafos do referido trabalho para que sirvam de reflexão: ?Pavimentam-se ruas, constroem-se conjuntos residências, impermeabiliza-se mais ainda o solo e a contribuição (?run-off?) de água superficial aumenta. O que fazer? Novo bueiro com vazão atualizada? Observa-se que o Centro Educacional tem também uma grande parte de sua área, inserida naquela baixada! É o caso de se estudar a execução de um lago, tipo ?piscinão?, para absorver o excedente da água enquanto o atual bueiro dá vazão em sua seção. Poucas casas, talvez uma só, seria desapropriada para o canal de ligação. Assim procedendo estaríamos contribuindo para a recarga do aqüífero, e o Cepa possuiria um espelho d?água para embelezá-lo. Ficam aqui as sugestões e a certeza que todos os envolvidos estudarão e adotarão a solução mais conveniente, valendo lembrar a máxima em engenharia, ?a maior enchente não é aquela que se deu e sim a que virá?. Interessante é a lembrança que leitores deste jornal ao informarem dos vários trechos de rua onde demoram a escoar a água de chuva. É problema de muitos! Disso já abordamos em outro artigo quando observamos no Canadá cidades atravessadas por pequenos rios resolverem o problema de seus transbordamentos através da execução de vários lagos artificiais. A preocupação nossa é mais sobre o exutório da bacia. Por que não se planeja Maceió (plano diretor), obrigando aos loteadores, em sua parte alta, deixarem pelo menos 30% de sua área para lagos e lazer de seus futuros moradores? Garantiríamos infiltração para o nosso aqüífero já tão explorado aleatoriamente, lazer para aqueles que não têm acesso às praias e redução da vazão de um Reginaldo de desastrosas conseqüências! (*) É engenheiro ([email protected]).