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S�o Paulo em guerra ou seria o Brasil?

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| ANDRÉ W. CARNEIRO * Guerra entre quem? Entre o poder público e o crime organizado. Talvez fosse mais fácil encontrar uma solução se a resposta fosse: entre o bem e o mal, mas os fatos nos evidenciam que ambos são organizados na prática criminal. A operação sanguessuga é um exemplo. Nada justifica as atrocidades covardemente cometidas, a dor causada, as mortes, mas eu me pergunto: quantos já morreram pela falta de ambulância? Como em todas as guerras, não são os articuladores que morrem, eles ao final chegam a acordos e dividem os lucros ? é verdade, as guerras dão lucro. Quem morre são os soldados. De um lado, funcionários da segurança pública e sua precária condição de vida e de trabalho. Do outro, jovens sem perspectivas, que são seduzidos ? iludidos ? pelo tráfico de drogas. Isso sem falar na população acuada pelas balas, perdidas ou não. E o que fazer? Concordo com os argumentos que apontam no caminho da educação, das políticas sociais, das reformas nos sistemas judicial, penal e penitenciário, entre outros. A questão é que nenhuma dessas ações surtirá efeito sem a transparência. Vamos relembrar, transparência é a qualidade ou condição do que não é ambíguo (vago, obscuro, indefinido). É a qualidade ou condição do que não desperta dúvida ou incerteza. Atenção ao fato do ilegal ser feito na calada da noite e sem deixar vestígios. A cada nova lei uma nova forma de ludibriá-la, ou seja, os investimentos continuarão a serem desviados e pouco se conseguirá provar e recuperar. Temos sim é que controlar a movimentação financeira. De que adiantará roubar se não puder gastar? O dinheiro ilegal, seja do mensalão ou do tráfico, não fica escondido no colchão, ele circula nos bancos, adquire patrimônio, migra para o exterior. Estou falando de informação. Vivemos a era da informação, a era do conhecimento. É pensamento comum entre os administradores que o principal recurso da administração moderna é a informação, ficando óbvio então que a primeira reforma que temos de fazer é no trato da informação. Em função do exposto venho falando, seja em reuniões, palestras, conferências, cafezinho, bate-papo... ou escrevendo artigos, da urgente necessidade de se elaborar o planejamento estratégico da informação brasileira, e principalmente, que o processo de discussão seja democrático e transparente ? com a participação de todos os segmentos da sociedade ? afinal, a informação é um patrimônio público. (*) É analista de sistemas ([email protected]).

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